As 100 Maiores Músicas Brasileiras

Olha só, a revista Rolling Stone Brasil, publicou em seu último número, seu ranking d’As 100 Maiores Músicas Brasileiras, uma árdua tarefa que tem como júri,  um time formado por 89 pessoas, entre jornalistas e profissionais da música. Mas não publicaram a metodologia que imaginaram ser capaz de dar um equilíbrio final ao resultado. Imagino que há um cruzamento forte de várias faixas etárias na composição do júri, e é muito difícil estar de acordo com o resultado, principalmente  aquelas entre as primeiras. Cada indivíduo do júri escreve sobre algumas das músicas, informando sobre quando e em que álbum cada uma foi publicada e curiosidades a respeito da música em questão. Fica uma sugestão para quem quiser, que faça seu (pelo menos) Top 10 das maiores músicas brasileiras. Segue o Top 10 da Rolling Stone. Para conhecer as outras veja em www.rollingstone.com.br

Top 1

Chico+Buarque+chicobuarque

Construção – Chico Buarque, Construção, 1971 (Chico Buarque)

Bossa Nova, Samba, MPB, Rock, Tropicália, ditadura, tudo isso acontecendo e Chico Buarque compondo samba, fazia MPB com uma cara inovadora e suas canções eram (são) construídas com genialidade poética – que driblava a censura da época – sobre assuntos que abordavam a realidade social com contorno político. E ainda contava (conta) com um forte magnetismo pessoal. Filho de figura intelectual destacada na cultura brasileira, fazia a defesa do samba de forma que atingia em cheio os jovens de classe média que buscavam uma ideologia revolucionária e a mudança de valores.

Top 2

Elis e Tom

Águas de Março – Tom Jobim e Elis Regina, Matita Perê, 1972 (Antonio Carlos Jobim)

Os gênios da música e da voz finalmente reunidos. A voz de Elis é um instrumento de fino artesanato perfeito para os ouvidos em mais uma composição genial do Tom.

Top 3

Pixinguinha

Carinhoso – Pixinguinha (Pixinguinha – João de Barro)

Pixinguinha escreveu essa melodia com 18 anos (1917,1918). Considerada um ds maiores hinos do cancioneiro nacional, teve a letra escrita em 1937 por outro genial autor, o João de Barro, que é nada mais nada menos que o Braguinha.

Top 4

Luiz Gonzaga

Asa Branca – Luiz Gonzaga (Luiz Gonzaga – Humberto Teixeira)

Luiz Gonzaga é o Rei do Baião e foi imortalizado por essa canção. Representa a voz dos retirantes e oprimidos pela seca do Nordeste, em sua paisagem cruel  na solidão da caatinga.  

Top 5

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Mas Que Nada – Jorge Ben (Samba Esquema Novo, Jorge Ben,1963)

Certamente um dos maiores discos de todos os tempos. E Mas Que Nada, abre o lado A do LP com muita energia, balanço e inovação. Em uma época de grandes acontecimentos musicais, com a Bossa Nova estourando no mundo, Jorge ‘sentou praça na cavalaria’ dos grandes compositores e instrumentistas brasileiros, criando um novo jeito, sambalanço. Um gênio. Abriu uma fronteira nova.

Top 6

joao-gilberto-chega-de-saudade

Chega de Saudade – João Gilberto (Antonio Carlos Jobim – Vinícius de Moraes, 1957)

Foi na voz e no jeito de João Gilberto que essa composição de Tom e Vinícius, tornou-se o marco, o nascimento da Bossa Nova, em 1958. E a Bossa Nova tornou-se o marco de uma ruptura com os excessos do samba e do samba canção. Ficamos apenas com o essencial, belo, poético. Bossa Nova é a batida, e a batida de João é a Bossa Nova. Tom Jobim, Vinícius de Moraes e outros compositores já vinham desenvolvendo novas linhas melódicas, mas quem inventou a batida que mudaria tudo foi João, que dizia ao seu baterista como ele queria que tocasse. Seu jeito de tocar e cantar tornou simples o que é complexo, uma reinterpretação de mundo que o deixou novinho em folha de novo, porque é gênio.

Top 7

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Panis et Circensis – Os Mutantes (Gilberto Gil – Caetano Veloso, 1968)

Os baianos chegaram e os garotos (e garota) paulistanos se divertiram para valer. Tudo é irreverência e invenção. Essa canção foi escrita para o Tropicália ou Panis et Circencis, pela nova dupla que já se consagrava como grandes talentos da MPB, Gil e Caetano.

Top 8

Roberto Carlos

Detalhes – Roberto Carlos (Roberto Carlos – Erasmo Carlos, 1971)

Fase pós Jovem Guarda com Roberto Carlos mudando o foco de sua carreira.  É a obra prima da dupla.

Top 9

Baden e Vinícius

Canto de Ossanha – Baden Powell – Vinícius de Moraes (Baden Powell – Vinícius de Moraes, 1966)

Baden Powell é um dos maiores violonistas do Brasil. Vinícius de Moraes dá uma guinada de rumo, saindo da paisagem bossa-novista para os Afro-Sambas, que como o nome diz, tem influência da cultura negra africana, candomblé e solos de berimbau.  Mais o violão de Baden e uma produção impecável.

Top 10

Caetano Alegria, Alegria

Alegria, Alegria – Caetano Veloso (Caetano Veloso, 1967)

Quando ouvi essa música pela primeira vez, senti algo que poderia ser muito difícil de se sentir numa época em que se ouvia discos como Sgt Peppers, por exemplo. Foi uma lufada de ar fresco, de liberdade de pensamento, de provocação e simplicidade nessa colagem de imagens solares e ensolaradas, com as guitarras dos Beat Boys (argentinos) como acompanhamento. Enfim, o Brasil tinha sua antena pop sintonizada com o que acontecia de criativo no mundo. Pré Tropicalismo.

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