Direitos Civis nos EUA – Black Power

 

 

Os Revolucionários dos Direitos Civis nos EUA – Black Power

por edi cavalcante

Com o recrudescimento das questões raciais e da violência contra os negros por organizações racistas como Klu Klux Klan, surgiram lideranças negras que enfrentaram as questões dos direitos civis e reagiram contra a violência policial. A questão é que os negros eram colocados em guetos, explorados e não tinham voz ativa na sociedade norte-americana. Martin Luther King e Malcolm X, entre outros, tornaram-se essa voz, e, atuando de formas diferentes, foram ambos revolucionários em suas ações em prol da causa dos negros e dos direitos civis nos EUA. Apenas as balas os pararam. Quantas vezes Martin Luther foi preso, mais intensas eram as manifestações e mais ele insistia pacificamente.

A consciência de que a sociedade branca praticamente os extorquia, que a Justiça atuava com parcialidade, fez com que mais e mais pessoas lutassem por seus direitos, participando das manifestações lideradas por ativistas como Martin Luther e Malcolm X. O Movimento Black Power, é o resultado dessas ações sobre a mentalidade dos negros norte-americanos, que reagiram se auto afirmando enquanto indivíduo e enquanto raça. “Estamos gritando liberdade há 6 anos. O que vamos começar a dizer agora é poder negro“. Essa frase foi dita por Stokely Carmichael, militante radical do movimento negro nos EUA, depois da 27ª prisão, criando assim a expressão Poder Negro – Black Power. Lutar significa: participar dos eventos para os quais são convocados, mobilização para fazer valer seus direitos, mesmo com altos custos, porque sua auto estima estava viva, estavam unidos porque tinham seus porta-vozes e começavam a vencer a guerrilha da opinião pública, até a vitória, com adesões entre artistas e intelectuais negros e brancos, estudantes e escritores, como James Baldwin e ativistas políticos como Angela Davis e John Sinclair, líder dos Panteras Negras de Detroit.

“Angela, eles te meteram na prisão, assassinaram teu homem… Irmã, ainda és um guia para as pessoas, tuas palavras chegam muito longe, Há um milhão de raças diferentes, Mas todos nós compartilhamos o mesmo futuro no mundo”. E, “… Se ele tivesse sido um dos soldados, Que matavam vietcongs no Vietnã, Se ele fosse da CIA vendendo droga e criando confusão, Estaria livre, O teriam deixado em paz, Respirando o ar, como eu e você” – John Lennon, para o álbum “Sometime in New York City”, de 1972.

60, Black is Beautiful, by Carlo Di Cantarini

Black is Beautiful, by Carlo Di Cantarini

Havia um slogan, “Black is Beautiful”, o que remete a uma estética e a um movimento cultural. Cabelos naturais, bonecos e bonecas ‘black’, etc. Black Pride. Orgulho Negro.

8 Respostas to “Direitos Civis nos EUA – Black Power”

  1. mais por quê que chamamos de movimento black power

  2. camiyahn Says:

    Olá, Júnior,

    Chama Black Power, Poder Negro, para abranger toda a comunidade negra, e todo tipo de ação para chamar a atenção para recuperação de sua auto estima e convicção norteadora de seus direitos, através da luta (armada, também) para defender cidadãos negros de policiais racistas e atuação em todas as frentes (política, música, artes visuais, etc.).

    Um abraço,

    edi

  3. franciele Says:

    muito bom

  4. erosidin Says:

    é triste pesquisar black power no google e só retornar imagens de pendeados…

  5. quem fez esse primeiro desenho?

    • Ivan,
      O Punho Fechado não tem um autor contemporâneo. Pode acontecer de ter variações gráficas para cada época ou evento, como por exemplo símbolo do Movimento Black Power, mas já foi utilizado por outros movimentos, como o Industrial Workers of the World em 1917. Na sua origem vem de muito longe e nos remete à deusa Ishtar, dos Assírios. É um símbolo de solidariedade e suporte. Também expressa unidade, força e resistência diante da violência.

  6. Gabriela Says:

    Por que o simbolo do movimento Black Power é a mão fechada?

    • Gabriela,
      Esse símbolo é muito antigo e remonta à Assíria (sec. XX a.C. a sec. XV a.C.). Simboliza saudação de resistência, luta. Nos meados do sec. XX foi utilizado por grupos de esquerda e pacifistas. Mas até hoje é usado por todos os tipos de tendências políticas identificados com luta das minorias, mas também por muitos políticos que se apropriam do símbolo sem que necessariamente tenham legitimidade.

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