Direitos Civis nos EUA – Angela Davis

60, Angela Davis

 

Revolucionários dos Direitos Civis nos EUA – Angela Davis

por edi cavalcante

Professora, filosofa socialista, escritora, pesquisadora, feminista e militante do Black Panthers, e uma sobrevivente, Angela Yvonne Davis nasceu em Birmingham, Alabama, em 26 de janeiro de 1944. É muito significativo saber que ela viveu até sua adolescência num lugar chamado ‘Colina Dinamite’, que por ser habitado por negros, era continuamente dinamitado pela Klu Klux Klan. Depois de completados seus estudos nos EUA, foi para a Faculdade de Filosofia, na Universidade J. W. Goethe de Frankfurt, Alemanha. Por orientação de seu mestre Herbert Marcuse, filiou-se ao Partido Comunista dos Estados Unidos, ainda que seus membros eram perseguidos em função da Guerra Fria com a ex-URSS. Foi militante no SNCC (Students Nonviolent Coordinating Committee – Comitê Conjunto de Não Violência dos Estudantes). Por sua militância, não permitiram que lecionasse na Universidade da Califórnia, em 1969. Em outubro de 1970 foi presa por 10 agentes do FBI, – que era dirigido pelo anti-comunista e racista Edgar Hoover – acusada de ser mentora da ação dos Black Panthers, que foram armados à sessão onde se discutiria a aprovação da Lei Mulford, que defendia a proibição do porte de armas nas ruas, uma clara ação para desmobilizar o Black Panthers. Esse fato gerou imediata reação popular e atraiu uma multidão que permaneceu diante dos portões da prisão (em NY) pedindo por sua libertação. Foi criado o Movimento Internacional pela Libertação de Angela Davis e outros líderes dos Black Panthers, com personalidades como John Lennon, Fidel Castro, Jean Paul Sartre, Jean Genet e Leonard Bernstein. Lennon se apresentava gratuitamente nos campi das universidades por todo o país. Bernstein fazia apresentações para levantar fundos para os honorários dos advogados.

60, Free Angela Davis

Angela ficou presa por 17 mêses, e nesse tempo, com ajuda de contribuições, formou uma biblioteca jurídica na cadeia e fez sua própria defesa no julgamento. Foi declarada inocente em 4 de junho de 1972. Esteve várias vezes no Brasil – em dezembro de 1997, convidada pela Fundação Palmares, ligada ao MINC, em São Luís do Maranhão ; também para o “Encontro de Ativistas LatinoAmericanos, agosto de 2006, Florianópolis, SC. – para palestras e lançamentos de livros, entre eles “O Legado do Blues e o Feminismo Negro”. Por ironia, é atualmente professora do Departamento de História da Universidade da Califórnia.

v. também http://casadeculturadamulhernegra.org.br/

3 Respostas to “Direitos Civis nos EUA – Angela Davis”

  1. Tania Says:

    Oi Edi,
    muito bom, muito informativo e gostoso de ler.
    Os textos são ágeis e cheios de conteúdo.
    Não sabia que A. Davis tinha vindo ao Brasil há tão pouco tempo…foi divulgada a presença dela por aqui?
    Ou ainda é considerada uma ameaça?
    Até mais, Tania (já coloquei este blog nos meus favoritos!)

  2. Edi Cavalcante Says:

    Obrigado, Tânia. V. é sempre bem vinda.
    De fato, as passagens de Ângela Davis pelo Brasil não tiveram tanta repercussão aqui (em Sampa), uma vez que aconteceram fora do eixo Rio-São Paulo. E ela está longe de ser algum tipo de ameaça num país como o nosso, que tem raízes étnicas e culturais negras. Como mulher e ativista, ela é um ícone, símbolo de luta e de conquistas para sua raça e para as mulheres de todo o mundo, direitos civis e igualdade de direitos para as mulheres.

  3. quilombo Says:

    REVOLUÇÃO QUILOMBOLIVARIANA !

    Manifesto em solidariedade, liberdade e desenvolvimento dos povos afro-ameríndio latinos, no dia 01 de maio dia do trabalhador foi lançado o manifesto da Revolução Quilombolivariana fruto de inúmeras discussões que questionavam a situação dos negros, índios da América Latina, que apesar de estarmos no 3º milênio em pleno avanço tecnológico, o nosso coletivo se encontra a margem e marginalizados de todos de todos os benefícios da sociedade capitalista euro-americano, que em pese que esse grupo de países a pirâmide do topo da sociedade mundial e que ditam o que e certo e o que é errado, determinando as linhas de comportamento dos povos comandando pelo imperialismo norte-americano, que decide quem é do bem e quem do mal, quem é aliado e quem é inimigo, sendo que essas diretrizes da colonização do 3º Mundo, Ásia, África e em nosso caso América Latina, tendo como exemplo o nosso Brasil, que alias é uma força de expressão, pois quem nos domina é a elite associada à elite mundial é de conhecimento que no Brasil que hoje nos temos mais de 30 bilionários, sendo que a alguns destes dessas fortunas foram formadas como um passe de mágica em menos de trinta anos, e até casos de em menos de 10 anos, sendo que algumas dessas fortunas vieram do tempo da escravidão, e outras pessoas que fugidas do nazismo que vieram para cá sem nada, e hoje são donos deste país, ocupando posições estratégicas na sociedade civil e pública, tomando para si todos os canais de comunicação uma das mais perversas mediáticas do Mundo. A exclusão dos negros e a usurpação das terras indígenas criaram-se mais e 100 milhões de brasileiros sendo estes afro-ameríndios descendentes vivendo num patamar de escravidão, vivendo no desemprego e no subemprego com um dos piores salários mínimos do Mundo, e milhões vivendo abaixo da linha de pobreza, sendo as maiores vitimas da violência social, o sucateamento da saúde publica e o péssimo sistema de ensino, onde milhões de alunos tem dificuldades de uma simples soma ou leitura, dando argumentos demagógicos de sustentação a vários políticos que o problema do Brasil e a educação, sendo que na realidade o problema do Brasil são as péssimas condições de vida das dezenas de milhões dos excluídos e alienados pelo sistema capitalista oligárquico que faz da elite do Brasil tão poderosa quantos as do 1º Mundo. É inadmissível o salário dos professores, dos assistentes de saúde, até mesmo da policia e os trabalhadores de uma forma geral, vemos o surrealismo de dezenas de salários pagos pelos sistemas de televisão Globo, SBT e outros aos seus artistas, jornalistas, apresentadores e diretores e etc.
    Manifesto da Revolução Quilombolivariana vem ocupar os nossos direito e anseios com os movimentos negros afro-ameríndios e simpatizantes para a grande tomada da conscientização que este país e os países irmãos não podem mais viver no inferno, sustentando o paraíso da elite dominante este manifesto Quilombolivariano é a unificação e redenção dos ideais do grande líder zumbi do Quilombo dos Palmares a 1º Republica feita por negros e índios iguais, sentimento este do grande líder libertador e construí dor Simon Bolívar que em sua luta de liberdade e justiça das Américas se tornou um mártir vivo dentro desses ideais e princípios vamos lutar pelos nossos direitos e resgatar a história dos nossos heróis mártires como Che Guevara, o Gigante Osvaldão líder da Guerrilha do Araguaia. São dezenas de histórias que o Imperialismo e Ditadura esconderam. Há mais de 160 anos houve o Massacre de Porongos os lanceiros negros da Farroupilha o que aconteceu com as mulheres da praça de 1º de maio? O que aconteceu com diversos povos indígenas da nossa América Latina, o que aconteceu com tantos homens e mulheres que foram martirizados, por desejarem liberdade e justiça? Existem muitas barreiras uma ocultas e outras declaradamente que nos excluem dos conhecimentos gerais infelizmente o negro brasileiro não conhece a riqueza cultural social de um irmão Colombiano, Uruguaio, Venezuelano, Argentino, Porto-Riquenho ou Cubano. Há uma presença física e espiritual em nossa história os mesmos que nos cerceiam de nossos valores são os mesmos que atacam os estadistas Hugo Chávez e Evo Morales Ayma,Rafael Correa, Fernando Lugo não admitem que esses lideres de origem nativa e afro-descendente busquem e tomem a autonomia para seus iguais, são esses mesmos que no discriminam e que nos oprime de nossa liberdade de nossas expressões que não seculares, e sim milenares. Neste 1º de maio de diversas capitais e centenas de cidades e milhares de pessoas em sua maioria jovem afro-ameríndio descendente e simpatizante leram o manifesto Revolução Quilombolivariana e bradaram Viva a,Viva Simon Bolívar Viva Zumbi, Viva Che, Viva Martin Luther King, Viva Osvaldão, Viva Mandela, Viva Chávez, Viva Evo Ayma, Viva a União dos Povos Latinos afro-ameríndios, Viva 1º de maio, Viva os Trabalhadores e Trabalhadoras dos Brasil e de todos os povos irmanados.
    O.N.N.QUILOMBO –FUNDAÇÃO 20/11/1970
    quilombonnq@bol.com.br

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