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O Anos 60 foi indicado pelo Coluna Blues Rock ao Prêmio Selo Dardos de Reconhecimento, um dos mais importantes prêmios destinados aos blogs da internet brasileira.

Agradeço imensamente pela indicação.

As regras do prêmio:

1. Colocar a imagem do selo no blog

2. Linkar o blog que nos indicou

3. Indicar mais 15 blogs ao prêmio

4. Comentar no blog dos indicados sobre essa postagem

Meus indicados são:

Blues de Raiz

César Kiraly

Something

Estante Virtual

Jazzman

Na bocarra da madrugada

o blog da cami

Pitadas Cotidianas

Rockloco

Sovaco de Cobra

Trabalho Sujo

Twilight Haters Brasil

O Gato de Rodas

Deveria estar estudando

Impressões Seresteiras

 “Somos conduzidos ao massacre por plácidos almirantes. Lerdos e obesos generais tornam-se obscenos pelo sangue jovem”. Jim Morrison

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James Douglas Morrison (Melbourne, Flórida, 8.12.43 – Paris, 3.07.71) devia saber o que estava falando pois ele próprio era filho de um almirante. Jim Morrison, o Rei Lagarto, “Eu sou o Rei Lagarto, posso fazer tudo”, disse certa vez, assim como um dos slogans de Maio 68, “Nós queremos o mundo e o queremos agora”.

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A história oficial diz que na última noite de sua existência, Jim Morrison foi ver 2 filmes com sua namorada, Pamela Courson, em Paris, e depois foram para a cama. Ela conta que Jim sentiu-se mal e foi tomar um banho para se reanimar. Foi encontrado na banheira às 5 horas da manhã por Pamela. O que consta nos autos é que sua morte foi causada por um  ataque cardíaco. Ele chegou a Paris depois que, em 1969, culpado de comportamento indecente durante um concerto – botou o pau prá fora e simulou masturbação – foi condenado a 70 anos de prisão, mas o pagamento de uma fiança de US$ 50.000 livrou-o provisoriamente. Esse evento foi responsável pela anulação dos concertos dos Doors.

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Jim andava pelas ruas de Paris carregando seus escritos em uma sacola plástica e fazia festas com seus amigos.

Também consta que Pamela não o tenha avisado de que aquilo não era cocaína e sim heroína da maior pureza. Significa que em primeiro lugar, Jim não era tão chegado em heroína. E depois, que, acostumado a uma determinada dosagem, ao usar essa dosagem com heroína pura, foi fulminado com uma overdose. Ainda há a hipótese de que Jim suspeitava que seria o nº 4 a morrer – depois de Jimi Hendrix, Janis Joplin e Brian Jones, a turma do j,  todos com 27 anos – numa maquinação de autoridades americanas.

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Porém, pesquisando em jornais parisienses, descobri que na edição de 21 de julho de 2007 do Le Nouvel Observateur (v. http://www.challenges.fr/depeches/20070720.REU6075/), pouco depois do aniversário de 36 anos de sua morte, uma matéria da jornalista Dominique Vidalon conta que na data acima, através de um livro, Sam Bernett, o antigo gerente de uma boate parisiense, o Rock and Roll Circus, afirma que Jim Morrison morreu em uma das toilletes masculinas de seu clube, depois de uma overdose de heroína. Diz que manteve sua história secreta até que sua mulher deu-lhe a idéia de escrever um livro. “A turma de Jim Morrison, seus amigos próximos e sua namorada Pamela Courson decidiram pela versão de que não era uma questão de drogas, álcool ou overdose. Não polemizei por respeito à sua família e à seus amigos”, explica Bernett, em entrevista à Reuters no Flore, um café de Saint-Germain-des-Prés, um dos preferidos de Morrison. Disse que decidiu escrever para que a verdade seja enfim conhecida. No livro, intitulado “The End: Morrison”,

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Bernett conta que na noite de sua morte, Morrison foi visto em seu clube e que se encontrou com 2 homens que lhe venderam a heroína. Essa versão contradiz totalmente à contada por Pamela à polícia. Bernett diz que Morrison conhecia todas as celebridades que frequentavam o R&R Circus : Marianne Faithfull, Roman Polanski, Salvador Dali, etc.

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Alguém forçou a porta da toilette que estava fechada e descobriu Morrison caído no chão. “Sua face estava cinzenta, os olhos fechados e havia sangue saindo de seu nariz. E uma baba com espuma em torno da boca ligeiramente aberta. Jim não respira mais”, conta ele. Continua, dizendo que os 2 traficantes queriam crer que ele estava apenas inconsciente. Ele acha que Morrison foi levado ao seu apartamento e colocado na banheira na tentativa de reanimá-lo.

Jim Morrison foi enterrado em 7 de julho de 1971 no cemitério Père Lachaise. Não foi feita autópsia. Lá, seus vizinhos são Fréderic Chopin, Balzac, Edith Piaf, Alan Kardec, Oscar Wilde.

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A estranha inscrição KATA TON AIMONA EAYTOY, é uma frase em grego. Antes do Aimona tem um triângulo que pode ser lido como Delta, o D grego. Então ficaria, KATA TON DAIMONA EAYTOY, e significa ” CONTRA O DEMÔNIO INTERIOR”. O que resume sua vida.

Pamela Courson morreu de overdose em 1974, também com 27 anos.

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Janis em foto de Wolfangs Vault

Janis Lynn Joplin nasceu no dia 19 de janeiro de 1943 em Port Arthur, Texas, USA.

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Começou a cantar blues e folks quando estava na Universidade do Texas, em Austin. Não era bonita e isso lhe trouxe muitos problemas em sua vida. Foi eleita o homem mais feio do campus. Com isso, saiu fora e passou 2 anos viajando, cantando e se drogando. Ela gravitava do folk ao jazz, passando pelo blues, especialmente Bessie Smith, em quem se espelhava em seu início. Por volta de 1963 esteve na Califórnia já ensaiando uma carreira como cantora. Porém, o excesso de álcool fez com que retornasse a Austin para se recuperar. Sua voz e forma peculiar de cantar seus rocks e blues a tornaria conhecida como uma cantora branca de alma negra. Sua figura se mistura com o nascimento do Movimento Hippie – ela era uma psicodélica ambulante – a partir do momento em que volta para San Fran, chamada por Chet Helms, dono do salão Avalon, para cantar com a banda da casa, o Big Brother Holding Company, com quem gravaria depois o Cheap Thrills (v. post Hippies neste blog).

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Explodiu no Festival Pop de Monterey, 1967, em pleno Verão do Amor, e no Festival de Woodstock, em 1969. Veio ao Brasil em fevereiro de 1970, para o Rio. Ficou hospedada no Copacabana Palace, de onde foi expulsa por nadar nua na piscina. Também quase foi presa por “atentado ao pudor” na praia de Copacabana. Ela estava aqui para se divertir ( e também para se afastar da heroína) e girava numa voltagem para além, muito além da falsa moralidade. Eu li uma vez numa coluna do Arnaldo Jabor, acho que na Folha, que ele estava com amigos no Varanda (bar de Salvador) e Janis – ela foi para a Bahia de carona com um amigo que tinha uma motocicleta – chega à sua mesa, completamente chapada, e pergunta : “Where can we have some fun around here ?” (algo como, onde podemos nos divertir por aqui ?). Como nada do que sugeriu a agradasse, levou-a a um puteiro, e parece que ela se divertiu muito, porque segundo ele, ela estava caindo de porre e ficava cantando pontos de candomblé com alguma puta do pedaço.

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Morreu em 4 de outubro de 1970 em Los Angeles, Califórnia, de overdose de heroína em seu quarto no Landmark Hotel. Foi cremada em Westwood, Cal, e suas cinzas lançadas sobre o Pacífico. Seis meses depois saiu o disco póstumo “Pearl”, com sua nova banda Kosmic Blues. Certamente Janis viveu intensamente.

por edi cavalcante

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“Todos nós viemos de um escravo, cantando no campo, em algum lugar”. Lenny Kravitz, 1995

Jimi Hendrix nasceu às 10:30 h da manhã de 27 de novembro de 1942 em Seattle, USA.  Considerado até hoje o guitarrista nº 1 da história do rock, só se consagrou quando mudou para Londres, levado por Chas Chandler, ex- Animals, que já trabalhava como empresário. Muito de suas performances vem do seu interesse por cultos africanos, depois que conheceu o baterista Kwasi Dzidzornu, mais conhecido como Rocki. Suas distorções sonoras, os sons alucinantes que conseguia produzir, e o ápice ritualístico quando tocava fogo em sua guitarra, subvertia a ordem das prioridades no rock, colocando o som da guitarra à frente das letras das canções. Passou por todos os gêneros musicais associados ao rock : Blues Rock, Hard Rock, Acid Rock, Rock Psicodélico, Rock Experimental.

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Sua última apresentação foi no Festival da Ilha de Wight, Inglaterra, com sua nova formação Band of Gypsys, em agosto de 1970. Em 18 de setembro de 1970, foi encontrado agonizante em seu quarto de hotel em Londres, por sua namorada alemã Monika Danneman. Foi levado de ambulância para o St. Mary’s Abbot Hospital, mas já chegou sem vida. O laudo médico oficial diz que foi vítima do próprio vômito e de uso de barbitúricos. Poucos dias antes de sua morte, em entrevista à Melody Maker (publicação musical de Londres), disse : “Tenho pensado sobre o futuro. Esta era de música deflagrada pelos Beatles está terminando. Alguma coisa nova virá e Jimi Hendrix estará lá”. Uma pessoa que diz isso não pode estar pensando em se matar. Morreu aos 27 anos, assim como Janis Joplin, Brian Jones, Jim Morrison e …Robert Johnson. E ainda o famoso J em todos os nomes.

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v. “Excuse me while I kiss the Sky : The Life of Jimi Hendrix”, David Henderson, International Music Publication, 1990. ”Jimi Hendrix – A Dramática História de uma Lenda do Rock”, Sharon Lawrence, Jorge Zahar Editor. www.minerva.ufpel.edu.br/~castro/hendrix.htm e www.mortesubita.org (O Blues, o Rock e o Diabo, por Marcio Ribeiro)

por edi cavalcante

Sharon Tate

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Sharon Tate, nascida em Dallas em 24 de janeiro de 1943, uma atriz de beleza esfuziante e com carreira em ascenção depois de atuar em “Vale das Bonecas” (1967), de Mark Robinson, e “A Dança dos Vampiros” (1967), de Roman Polanski (com quem se casaria em 1968), não tem aparentemente nenhuma relação com o título desse post. A conexão se dá através de um cara sombrio, Charles Manson, líder da auto intitulada Família Manson, uma pseudo comunidade hippie que ele fundara na Califórnia.

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 O casal Polanski vivia em uma bela mansão no 10050 da Cielo Drive, Beverly Glen, Hollywood.

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No dia 9 de agosto de 1969, Roman Polanski estava fora, filmando em Londres e Tate, grávida de 8 mêses encontrava-se em casa com Wojciech Frykowski, amigo de Polanski; Jay Sebring, amiga de Sharon; e a cabelereira Abigail Folger.

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Por volta da meia noite, Charles “Tex” Watson, cortou os fios do telefone no poste em frente à casa e com Susan Atkins, Patrícia Krenwinkel e Linda Kasabian invadiram a casa.

sharon-tate-no-dia-de-sua-morteSharon Tate no dia de sua morte 

. O proprietário era Terry Melcher, um músico a quem Dennis Wilson, dos Beach Boys, havia apresentado para Manson, que pediu uma força para gravar um disco. Como a produção lhe negou contratos, Manson queria se vingar de Melcher e de todos os milionários da Califórnia, e deu a ordem para que invadissem a mansão e matassem todos que estivessem dentro. Só descobriram que Melcher não morava lá e para quem havia alugado a mansão uma noite antes, mas manteve a ordem. Todos foram levados para uma sala onde foram amarrados com cordas de nylon, feridos à bala e esfaqueados.

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O casal Roman Polanski e Sharon Tate

O assassino de Sharon Tate, Charles Watson confessou em sua biografia ter esfaqueado a atriz por 16 vezes, enquanto ela pedia apenas para poder ter o filho. Deixaram a casa toda pixada com títulos de músicas do “Album Branco” dos Beatles, gravadas com o sangue das vítimas. Ao ser perguntado o que significava aquilo, Manson respondeu que recebeu mensagens subliminares contidas nesse disco, especialmente “Helter Skelter”. “Piggies” seria um recado aos reacionários. “Blackbird” um libelo racista, e “Revolution nº 9″ seria referência à 9ª Revelação da Bíblia, a Batalha do Armagedon, que para ele, seria uma guerra entre brancos e negros. Os próprios assassinatos teriam a intenção de culpar os negros pelos crimes e dessa forma iniciar a guerra. Outra integrante da ‘família’, Susan Atkins, escreveu “piggies” com o sangue de Sharon na porta principal. Sua prisão ocorreu apenas em dezembro de 1969. O julgamento teve início em 1970 e terminou em 1971. A princípio condenados à morte, tiveram suas penas atenuadas para prisão perpétua, que todos cumprem até hoje. 

para quem se interessar em ver as imagens : www.cabuloso.com/famosos/sharon_tate.htm

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por edi cavalcante

Brian Jones

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The Rolling Stones e sua formação original em foto de 1964, com Brian, 2º da esquerda para direita

Lewis Brian Hopkin Jones, o Brian Jones, que cultivava uma imagem mod, guitarrista, multiinstrumentista, fundador da legendária banda The Rolling Stones - nome escolhido por ele -, era quem criava, quem trazia influências exóticas para a sonoridade da banda até pouco antes de sua morte. Nascido em 28 de fevereiro de 1942, foi protagonista de uma morte cercada de violência e mistério. Segundo relatório oficial, a causa foi ingestão de álcool e drogas. Quando se pensa em Brian Jones, acha-se perfeitamente normal a conclusão a que chegaram.

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Acima, Brian com Jimi nos bastidores do Monterey Pop Festival

Acontece que as coisas não pararam por aí. É sabido que depois que o empresário dos Stones, Andrew Loog Oldham, manobrou para transferir a liderança da banda em torno de Mick Jaegger e Keith Richards (Os motivos são vários. Desde o carisma de Mick, e o fato de que havia a necessidade de que a banda passasse a compor suas próprias músicas, o que daria uma vantagem mercadológia e financeira, e Brian não conseguia compor), deixou Brian Jones cada vez mais deprimido e alienado em relação à banda e aos companheiros Mick e Keith. Fazia 3 anos que os Stones não se apresentavam nos EUA, e conseguiram montar uma turnê. Mas Brian havia sido preso por posse de drogas e não conseguiu visto para entrar no país. Coisas como essa pioraram ainda mais a situação entre eles. Foi substituido por Mick Taylor (John Mayall’s Bluesbreaker) ainda antes de sua morte e os Stones retornaram às  suas raízes de blues, exatamente como Brian havia apregoado.

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Brian foi para Cotchford Farm, com a intenção de formar uma nova banda, “Yer Superblues”. Segundo Bill Wyman, baixista dos Stones, “ele estava animado como nunca com seus novos planos”. Também amigos que o visitavam nessa época, como Alexis Korner e Jimmy Miller, ficaram surpresos com sua boa forma. Consta que convidou John Lennon e Eric Clapton para participarem da nova super banda.

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Logo em seguida, em 3 de julho de 1969, Brian Jones morreu por suposto assassinato na piscina de sua casa, que estava em reforma, por um empreiteiro, Frank Thorogood, a menos de um mês após sua saida dos Rolling Stones. Foi durante uma comemoração dos operários em torno da piscina. O jornalista e escritor Christopher Andersen conta em seu livro “Mick Jaegger- Biografia Não Autorizada” (Editora Habra), que Brian chegou no meio da festa fazendo provocações. Jogaram-no na piscina sem saber que ele tinha pavor de água e ainda o tal empreiteiro ficou dando caldos em Brian. Com sua asma crônica, mais o pavor gerado pela situação, afogou-se. E ninguém fez nada. Ficaram todos paralisados, e quando sua namorada Anna Wohlin chegou em seguida, ele boiava na água. Ela tem certeza de que ele ainda estaria vivo, que se alguém tivesse tomado alguma atitude ele poderia ser salvo. Segundo testemunhas, Thorogood, em seu leito de morte, confessou seu crime para Tom Keylock, motorista dos Stones, que depois não confirmou o fato. Vem aí um filme, Stoned (doidão, título de uma música da banda), de Stephen Wooley, e estréia nesse mês na Inglaterra. Ele sustenta mais ou menos a história contada acima. O fato novo é que Jones devia cerca de 8000 libras a Thorogood pelas obras. As coisas não param aí. Um investigador descobriu que Brian havia prescindido dos serviços de Thorogood pouco tempo antes. E tem mais, outro investigador, fã de Brian, juntou documentos depois de 2 anos e meio de trabalho, a partir de informações colhidas de Pat Andrews, antiga namorada de Jones, com quem teve um filho. Ele não cita testemunhas, mas diz que acredita que os assassinos o atacaram no estúdio onde se encontrava. Inconsciente, colocaram sua cabeça na água, e já morto foi jogado de sunga na piscina. Será que conseguirão reabrir o caso ?

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por edi cavalcante

Otis Redding

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Na estrada desde 1960, Otis teve seu maior reconhecimento no Monterey Pop Festival, em 1967 (v. post Monterey Pop). Um dos maiores expoentes do soul (expressão musical dos negros americanos que transmuta gospel e R&B para uma forma de funk). Sua última apresentação com sua banda de apoio, The Bar Kays, foi em 9 de dezembro de 1967 em Cleveland, Ohio, em um lugar chamado “Upbeat”, para a TV. Na tarde do dia seguinte, 10 de dezembro de 1967, Otis, aos 26 anos, seu empresário, o piloto, a bandmate Phalon Jones, e 5 integrantes da banda (o 6º, James Alexander, viajou em avião comercial porque o  Beechcraft 18 de Otis estava lotado), com excessão do único sobrevivente Ben Cauley, morreram quando seu avião caiu no Lago Monona, perto de Madison, Wisconsin. Ben conta que estava sem sono e viu Phalon olhar para fora da janela e dizer “Oh, no !”. Então ele desafivelou seu cinto de segurança e essa foi sua última lembrança antes de ser encontrado nas águas geladas do lago, agarrando-se a uma almofada para manter-se flutuando.

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Otis, que morava em um barco, havia lançado há apenas 3 dias, 7 de dezembro de 1967, a deliciosamente ensolarada e preguiçosa “(Sittin’ on) The Dock Of The Bay”, em parceria com Steve Cropper, e que ele considerava inacabada. Foi seu único Top 1 nas paradas americanas (v. Billboard Hot 100, 1968), embora póstumo. Otis Redding figura na 8ª posição na lista dos “100 Maiores Cantores De Todos Os Tempos”, da revista Rolling Stone, 2008 (v. post Os Maiores Cantores De Todos Os Tempos).

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Mais informações em : www.en.wikipedia.org  e www.otisredding.com

por edi cavalcante

Eddie Cochran

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Eddie Cochran foi um pioneiro do Rock e do Rockabilly. Além de cantor, seu jeito de tocar guitarra influenciou muitas bandas, como Sex Pistols, Quarrymen (depois Beatles), The Who, Led Zeppelin, White Stripes, Rush, Beach Boys, etc. Gravou apenas um único álbum em seus 21 anos de vida. Sua morte ocorreu ao fim de uma turnê pela Inglaterra. Em 16 de abril de 1960, por volta das 23:50 horas, o táxi (um Ford Consul) que o levava para o aeroporto (ele, sua noiva e compositora Shari Sheeley e Gene Vincent – ambos escaparam com vida, embora Gene tenha ficado com sequelas para o resto da vida), bateu violentamente em um poste de iluminação em Rowden Hill.

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Cochran foi levado ainda com vida para o hospital (St. Martin Hospital), mas faleceu às 4:10 horas. Curiosamente, o motorista chamava-se George Martin (homônimo do produtor dos Beatles). Ele reconheceu que dirigia em alta velocidade, foi multado em 50 Libras, suspenso 15 anos de dirigir e cumpriu pena de 6 meses na prisão.

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Brian Epstein

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O fenômeno beatle tornou-se grande demais, engessando e esmagando a eles próprios. Eles (The Beatles) cresceram muito artística e economicamente, mas à medida em que cresceram, foram se separando. A morte de Brian Epstein foi de grande importância, porque ele era um fator agregador, mesmo sendo emocionalmente dependente da banda. Ele cuidava de todos os interesses e nunca os Beatles haviam viajado sem ele. Não precisavam andar com dinheiro, cuidar de passaportes, dos negócios, passagens aéreas, etc. E (sua morte) revelou uma amostra das tensões existentes e da depressão em que vivia, causada pelo fato de os rapazes não aceitarem mais, já desde o início de 1966, sua palavra como a última palavra. Também o fato de estar seguidamente fora do ar ( pelo uso constante de barbitúricos e álcool), desperdiçou oportunidades únicas de grandes negócios, pois com uma marca tão poderosa nas mãos, práticamente entregava de mãos beijadas o produto beatle, assinando contratos totalmente desvantajosos para o grupo, que perdeu a confiança necessária para manter um relacionamento cada vez mais difícil. Também não aceitaram mais pagar o percentual que Brian havia definido para si próprio, que, diga-se de passagem, era bem acima dos padrões da época para qualquer empresário. Enfim, os Beatles estavam se sentindo lesados. A morte de Brian aconteceu justamente quando os rapazes foram para Bangor, País de Gales, para uma conferência do Maharishi. Brian foi convidado, mas alegou que queria descansar e iria encontrá-los mais tarde. Foi encontrado morto em seu quarto no dia 26 de agosto de 1967. Foram encontrados ao lado de sua cama 7 vidros de calmante, 8 no banheiro e 2 em uma maleta. Sua morte foi declarada acidental pelo juiz da Corte, mas os mais íntimos consideram que foi suicídio.  Não se poderá jamais negar sua enorme importância naquele que foi chamado o “Maior Show Da Terra”. Foi visionário porque sacou a sonoridade dos garotos quando ninguém  queria apostar neles. Bancou os movimentos da banda e foi extremamente sagaz ao apresentá-los e negociá-los com as gravadoras. Os Beatles fizeram sua parte, ao não aceitarem ingerência das gravadoras em seu trabalho, pois elas exigiam que partissem de modelos que estavam nas paradas do momento, sem abertura para o novo.

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Saiba mais em : The Beatles – A Biografia – Bob Spitz – Larousse

por edi cavalcante

Buddy Holly, Richie Vallens, Big Bopper

Esse evento remonta ao final dos anos 50. Outros irão além dos anos 60. O assunto é focado nos artistas que fizeram acontecer no final dos 50 e anos 60, e que, segundo Eric Hobsbawm, (os 60) foram o ápice da Era de Ouro no Século XX (1949 a 1973), de forte economia (principalmente nos países desenvolvidos), uma década de movimentos libertários, feminismo, guerra contra o stablishment, de liberação de tremendo ânimo novo refletidos em novos avanços culturais e musicais que mudaram o mundo e influenciam novas gerações ainda hoje. Ainda que suas mortes tenham ocorrido nas décadas seguintes. E, como diz o título, trata-se apenas dos casos trágicos, que causaram comoção. No caso de Buddy, Vallens e Bopper, suas mortes práticamente encerram um ciclo no Rock & Roll (v. post  “No Começo”), dando lugar a um tempo que se iniciava de forma conturbada e de evolução social sem rumos definidos. Foi nesse panorama que surgiram os Beatles. 

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Charles Hardin Holley, Buddy Holly, 22 – Jiles P Richardson “the Big Bopper”, 28 – e Richard Valenzuela, Richie Valens, 17, partipavam de uma turnê, o “Winter Dance Party Tour” (algo como “Turnê Baile de Inverno”). Buddy estava nessa turnê (24 cidades em 3 semanas) porque precisava fazer dinheiro depois da separação de sua banda, The Crickets. Alcançou Top 1 em 1957 com “That’ll Be The Day” (regravada pelos Beatles em início de carreira, e em 1965 regravaram a linda “Words Of Love”, em sua homenagem).

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Richie Valens foi o primeiro mexicano-americano a ser um rock star. Conseguiu colocar a canção ”Donna” (sua namorada) no Top 2 em 1958. E no lado B do mesmo disco a esfusiante “La Bamba”, uma música tradicional mexicana em uma releitura roqueira.

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Big Bopper chegou ao Top 6 com a gravação “Chantilly Lace”.

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Buddy Holly trocou a viagem de ônibus pela carona de avião, um Bonanza Beechcraft (abaixo),

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pequeno avião para 4 passageiros (tinha modelo em escala para montar na Casa Aerobrás). Tanto ele quanto Richie Vallens conseguiram seus lugares por desistências dos outros passageiros no vôo em direção à próxima parada : Moonhead, Minnesota. Era uma gélida noite, 1:05 da madrugada de 3 de fevereiro de 1959 (a cena pré-acidente é mostrada no filme “La Bamba”, sobre a efêmera vida de Richie Vallens). Presume-se que o piloto, Roger Richardson, 21, (seu corpo foi o único a ser encontrado) perdeu o controle do avião ao entrarem em uma tempestade de neve e caíram no milharal de Albert Juhl, algumas milhas depois de Clear Water, Iowa.

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Esse dia ficou conhecido como “O Dia Em Que A Música Morreu”, que Don McLean se inspirou para compor a música “American Pie”, em 1971.

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Sobre o assunto : Falling Stars – Air Crashes That Filled Rock & Roll Heaven – Rich Everitt – Harbor House. v. também www.classicwisconsin.com

60 na Ilustrada

por edi cavalcante

Estava lendo distraidamente na ilustrada (hoje) a matéria sobre as novas canções de Caetano Veloso publicadas em seu blog  (www.obraemprogresso.com.br), quando algo familiar me chamou a atenção. Era uma nota em destaque sobre este blog, sob o título “Cultura em Destaque”, da página ”Na Rede” (folha.com.br/ilustrada/narede).  Escrevo para dizer que isso me deixou agradavelmente surpreso e feliz.

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