Mais uma Virada Cultural acontece em São Paulo. Vale a pena curtir esse evento no coração da cidade. No link abaixo você encontra dicas dos eventos e todas as informações necessárias para aproveitar os melhores lances.
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Depois do enorme sucesso com o documentário, chegou a vez da publicação daquele que ficaria conhecido como o “festival da virada”, o III Festival da Música Popular Brasileira, organizado e transmitido pela TV Record em outubro de 1967. Esse livro é um mergulho mágico no tempo. Para quem viveu e para quem não viveu naquele período, é um prato cheio para vivenciar e saborear o frescor de um momento raro, a partir de entrevistas e depoimentos realizados pelos autores.
Esse foi, de todos os festivais que estavam bombando no período entre 1965 e 1968 – haviam muitos festivais em emissoras diferentes, que perdurou até pelo menos 1985 – o mais importante e significativo. Foi o festival que mudou os rumos da MPB, um momento de grande efervescência criativa e renovadora eclodindo e colidindo entre tendências musicais e comportamentais. Tudo isso com os músicos e compositores, em pleno “anos de chumbo” da ditadura militar, driblando a censura e o DOPS, porque para ser preso por causa da letra de uma música, bastava um olhar atravessado do censor. Edu Lobo, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Elis Regina, todos ali muito jovens, nos inícios de suas carreiras e provocando tamanho turbilhão de emoções. Até uma passeata contra a guitarra elétrica aconteceu. Sem dúvida, esse foi o recheio dourado da expansão criativa na cultura nacional durante os “anos de chumbo”.
Uma Noite em 67
Autores : Renato Terra/Ricardo Calil
Editora Planeta
Capa da Q Magazine que chegará às bancas em 26.03.13, homenagem aos 50 anos de lançamento do 1º LP dos Beatles, Please Please Me, em 22.03.1963
Love Me Do foi o primeiro single dos Beatles (na Inglaterra), mas não foi a primeira canção que ouvi da banda. Fiquei sabendo da existência dos Beatles aos 16 anos, em 1963, numa tarde ensolarada em que descia a pé a R. Augusta (São Paulo) e parei em frente à Hi-Fi – loja de discos dos irmãos Hélcio e Celso Serrano – que era o ponto mais quente da cidade para se conhecer os lançamentos mais recentes do rock. Na vitrine de vidro havia uma foto pequena, recortada de algum jornal, que mostrava uma multidão de garotas correndo atrás de uns garotos, e o texto dizia que elas comiam a grama por onde os meninos passavam. Perguntei pro Hélcio – lembro bem que era ele que estava lá – o que era aquilo e se ele já tinha algum disco dessa banda. Ele me prometeu que em alguns dias já teria um compacto na loja. Era o compacto simples Please Please Me/From Me To You (Odeon, dezembro, 1963). Essa música me causou curiosidade, fiquei um tanto intrigado, porque era diferente e não se encaixava no contexto de então. Eu lia o nome dos compositores e ficava sabendo que eram eles mesmos, aqueles tais de Lennon-McCartney, os mesmos que formavam a banda. Estava claro que tinha uma sonoridade peculiar. A partir daí tudo começou a mudar. Mas foi I Want to Hold Your Hand que me atingiu como um raio quando a ouvi pela primeira vez tocando no rádio enquanto me preparava para ir para o colégio. Amor à primeira vista. Primeira grande paixão, que se mantém até hoje.
Capa do LP Please Please Me, foto de Angus McBean, no balcão da escadaria da EMI
Esse LP de estréia consta no Top 39º entre os 500 Melhores Álbuns de Todos os Tempos, da Rolling Stone Magazine. Não saiu aqui no Brasil, e as músicas foram distribuídas entre outros lançamentos. I Saw Her Standing There (Top 130 na lista das 500 Melhores Canções de Todos os Tempos, da Rolling Stone) saiu no Beatlemania, o primeiro álbum lançado aqui no Brasil (1964). Please Please Me (Top 184 da mesma lista), Do You Want to Know a Secret e as covers Boys (Dixon/Farrell), Anna (Go to Him – Arthur Alexander), e a deliciosa Baby It’s You (David/Williams/Bacharach), saíram no The Beatles Again, o 2º álbum lançado aqui.
Love Me Do / P.S. I Love You, vieram no EP de 1964. Twist and Shout, Do You Want to Know a Secret, A Taste of Honey (Scott/Marlow) e There’s a Place, foram lançadas em EP, também em 1964. Chains (Goffin/King), Misery e Ask Me Why, não tenho certeza de que tenham saído aqui, a não ser em coletâneas.
Iniciou-se uma febre sem precedentes que teve como primeiro impacto a British Invasion aos EUA, liderada por eles, a partir de janeiro de 1964. A partir de então, seus discos eram esperados ansiosamente e cada lançamento gerava a surpresa de ser diferente, de trazer uma experiência nova e causar curiosidade pela incógnita de como seria o próximo disco. Então é importante lembrar que o lançamento desse primeiro álbum tem importância histórica porque é um grande clássico e um divisor de águas na cultura, no comportamento contemporâneo e principalmente na música. Os Beatles, em um curto espaço de tempo, foram e continuam a ser “a maior e mais influente banda da Era do Rock e introduziram mais inovações do que qualquer outra banda de rock do século 20″, Richie Unterberger, in All Music.
Aí vai o 1º Top 1 Hit :
Graham Alvin Barnes, ou simplesmente Alvin Lee (19.12.1944 – 6.03.2013), guitarrista britânico de rock e blues, foi surpreendido pela morte hoje, aos 68 anos, após cirurgia simples, considerada de rotina, sem risco. Foi uma das principais estrelas do Festival de Woodstock com sua banda Ten Years After.
Deixamos aqui nossa pequena homenagem.
Saiba mais sobre Alvin Lee aqui
Pop Art, Op Art, Minimalismo, Arte Conceitual, Mod, Mao, Hippies, Era Espacial, British Invasion, Provos, Psicodelia, Contracultura, plástico, aeronáutica, aerodinâmica, tomam o lugar da influência das turbinas de jatos e do estilo rock’n'roll e teddy boys dos anos 50. Pós Modernismo.
DESIGN/Móveis
O plástico passa a ter influência fundamental na concepção e no design na década de 60. Suas várias fórmulas tornam possível a utilização em larga escala no processo industrial. A imagem acima é a Ball Chair, 1963, do finlandês Eero Aarnio.
Pastilli Chair, 1967, Eero Aarnio (FIN) – Fiberglass e poliéster reforçado (influência espacial), Prêmio American Industrial Award 1968
Egg Chair, 1968, de Peter Ghyczy, alemão de origem húngara
Garden Egg Chair, Peter Ghyczy (ALE)
Rino Levi (ITA), ambiente típico dos anos 60
Le Balmoral Milk Bar, Bélgica
Panton Chair, 1960/1963, do arquiteto e designer Vernon Panton (DIN), a primeira cadeira de plástico injetado. É comercializada até hoje – Produzida pela Vitra a partir de 1967
Panton Chair em ambiente formal
A influência hippie inspirou os designers italianos, Piero Gatti, Cesare Paolini e Franco Teodoro a criar para a Zannota, a primeira cadeira-pufe (a partir das almofadas hippies), Sacco, um saco cheio de poliestireno que se moldava ao corpo.
Blow Chair, 1967, Poltrona Inflável, dos italianos Paollo Lomazzi, Jonathan de Pas e Donato d’Urbino. Essa cadeira lançou o conceito Pop Design
Banco Tam Tam, 1968, de Henry Massonet (FRA), inspirado nas colunas gregas. Em polipropileno.
Cadeira Eureka, de Giovanni Travasa (ITA), largamente difundida nos anos 60
Palla Lounge Chair, 1966, Giovanni Travasa (ITA). Parece uma versão orgânica da Ball Chair
Cadeira Modesty Blaise (personagem original do escritor Peter O’Donnell e do artista Jim Holdaway, 1963), autoria não descoberta, encontrada em bq of sweden, personagem do filme homônimo estrelado por Monica Vitti e direção de Joseph Losey, 1966
MODA
A moda nos anos 60 foi muito influenciada pelas criações de Mary Quant, Barbara Hulanicki, Paco Rabanne, Pierre Cardin e André Courrèges. A criação da estamparia rotativa imprimiu velocidade e qualidade à produção de tecidos. Vários assuntos foram fundamentais na criação dos tecidos, com os designers inspirando-se em artistas como Mondrian, no psicodelismo, Op Art, motivos hippies.
John Lennon e George Harrison, 1962, no atelier de Stu, após sua morte, já com o corte de cabelo feito por Astrid e (depois) Klaus Voorman
Até 1961, o penteado que influenciou os jovens, era o corte Teddy Boy, à la Elvis. A partir de 1962, o penteado que influenciou os Mods, Mary Quant, e cuja estética iria influenciar a moda e várias gerações, foi o corte feito pela fotógrafa Astrid Kirchher em seu namorado Stu Sutcliffe, o 5º beatle - deixou a banda para se dedicar às artes plásticas e faleceu pouco depois – nos tempos das apresentações em Hamburgo, no início da banda. Esse penteado ficou conhecido como estilo beatles ou mop top e criou indignação na Grã-Bretanha quando os Beatles surgiram na cena, e logo se alastrou por toda a Europa e pelo mundo.
Astrid e Stu, 1962
Mary Quant é considerada a inventora da mini-saia, mas ela mesma admite dividir esse mérito com André Courrèges. Sua loja na King’s Road é uma das principais referências da Swinging London, assim como Barbara Hulanicki, com sua Biba Boutique, que divulgou e popularizou a moda que brotava nas ruas de Londres, com valores acessíveis às garotas londrinas.
Dois ícones da Swinging London: o Mini e a mini
Twiggy, outro ícone da moda dos anos 60
Paco Rabanne utilizava da geometria para criar micro vestidos de plaquinhas de plástico ou metal e dessa forma re-criava o conceito de vestir.
Jane Fonda vestindo Paco Rabanne em Barbarella (original do escritor e ilustrador Jean-Claude Forest), de Roger Vadin, 1968
Françoise Hardy com um micro Rabanne de plaquinhas
Yves Saint Laurent inspirou-se em Mondrian para construir seus modelos, 1965
Pierre Cardin foi bastante inovativo com modelos unisex e estilo espacial. Criou os terninhos iniciais dos Beatles.
Space Age, 1964, um desfile futurista de André Courrèges
Veruschka, Emilio Pucci, 1965
Estampa inspirada em motivos psicodélicos
Pretinho básico, de onde vem ? Com raízes mais antigas, consolidou-se a partir desse look de Hubert de Gyvenchy, para Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo, filme de Blake Edwards, 1961
Com clima todo inspirado na psicodelia dos anos 60, trata-se de uma obra fotográfica de Shae Acopian Detar, de 34 anos.
ARTE
POP ART
Jasper Johns, Mapa Pop dos EUA, 1961
Andy Warhol, Campbell’s Soup, 1962
Roy Lichtenstein, The Crying Girl, 1964
Robert Indiana, Love, 1964
No Brasil, vários artistas foram influenciados pela Pop Art, como Wesley Duke Lee, Carlos Fajardo, Paulo Baravelli, Aguilar, entre muitos outros, mas com assuntos que refletiam as condições políticas no Brasil.
Acima, Marcelo Nitsche, Mão, 1967
Rubens Guerchmann, Policiais Identificados na Chacina (Registro Policial), 1968
ARTE MINIMALISTA E CONCEITUAL
Yves Klein, Blue Monochrome, 1961
Sol LeWitt, Wall Drawing, 1968
Donald Judd, Sem Título, 1968
OP ART
Riley, Movements in Squares, anos 60
ARTE PSICODÉLICA
Keiichi Tanaami, anos 60
CAPAS DE DISCO
The Beatles, Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, junho 1967
Concepção gráfica e design de Peter Blake e Jann Haworth – fotos de Michael Moore
The Rolling Stones, Their Satanic Majesties Request, novembro 1967
Produção da capa e fotos: Michael Cooper
A imagem foi inicialmente fotografada em 3D. Observada com atenção, ao se fazer movimento, surgem os quatro rostos dos Beatles, uma espécie de resposta pela faixa “Welcome The Rolling Stones”, na capa do Sgt Pepper.
The Velvet Underground, Velvet Underground & Nico, março 1967
Produção e design de Andy Warhol
The Incredible String Band, The 5000 Spirits or the Layers, 1967
Arte gráfica: The Fool
Caetano Veloso, Caetano Veloso, 1968
Lay out da capa: Rogério Duarte – Fotografia: David Drew Zingg
The Beatles, Yellow Submarine, 1968
Desenho de Heinz Edelman
Big Brother & The Holding Company, Cheap Thrills, 1968
Capa de Robert Crumb
The Beatles, The Beatles, 1968
Design Gráfico : Richard Hamilton
Blind Faith, Blind Faith, 1969
Produção gráfica e fotografia de Bob Seidemann – Spaceship design: Mick Milligan
King Crimson, In The Court of Crimson King, 1969
Capa: Pintura de Barry Godber
POSTERS/Arte Gráfica
Wes Wilson, Fillmore Concerts, 2ª metade dos anos 60
Wes Wilson, Poster dos shows de Grateful Dead, Junior Wells, Chicago Blues Band e Doors, 1967
Victor Moscoso, Poster para show do Steve Miller Band, 1967
AUTOMÓVEIS
Um dos principais acontecimentos em termos de design de carrocerias em todo o mundo foi a criação da Italdesign, de Giorgetto Giugiaro, em Torino, ITA, 1968.
Bizarrini Manta - Esse protótipo foi desenvolvido em apenas 40 dias e foi a estrela do Salone dell’Automobile de Torino de 1968. E revolucionou o conceito dos dream cars esportivos. A partir daí, o studio desenvolveu modelos e conceitos para várias montadoras. Criou o grande sucesso da Fiat (Uno), o grande sucesso da Vokswagen (Golf), modelos e conceitos para a Ferrari, Maseratti, BMW, Chevrolet Corvette, Suzuki, Alfa Romeo, Audi, Mitsubishi, entre outros. A partir dos automóveis a Italdesign passou a desenvolver uma gama imensa de projetos, desde trens e móveis a câmeras fotográficas (Nikon), mosaicos e formatos de macarrão.
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Citroën DS, 1960, uma revolução que teve início no final dos anos 50 e tornou-se sucesso de design nos anos 60
Jaguar E – Type, 1961
Recentemente foi escolhido em votação como o “Mais belo carro de todos os tempos”.
Willys Interlagos, 1961
Volkswagen Karmann Ghia, 1962
Mini Cooper, 1963
Esse carrinho, com design de Sir Alec Issigonis, foi considerado recentemente o mais impactante em toda produção automobilística da Inglaterra
Atrás, um dos Mini que foi presenteado aos integrantes dos Beatles por seu empresário Brian Epstein, pelo sucesso alcançado
À frente, o Mini novo, já controlado pela BMW, produzido (série limitada) em homenagem a George Harrison por ocasião de sua morte
Ford Mustang, 1964
Um verdadeiro clássico. Influenciou toda a indústria norte-americana à época
Porsche Speedster, 1965
Sempre foi e sempre será um clássico
Ferrari 275 GTB, 1964
Outro super clássico.
Conta a história que o Mustang foi baseado no Chevrolet Corvair Monza. O Camaro foi a resposta da Chevrolet inspirada no Mustang, e tornou-se o novo clássico dos pony car.
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AVIAÇÃO
O Concorde foi o 1º avião supersônico de passageiros, voava em velocidade Mach 2.04. Sua concepção tem a união entre design e tecnologia. Produzidos pelo consórcio franco-britânico Aéroespatiale e BAC (British Aircraft Corporation) a partir de acordo firmado em 1962, teve seu 1º vôo de teste em 2 de março de 1969 e operou comercialmente pela Air France e British Airways de janeiro de 1976 a outubro de 2003.
Boeing 747, Jumbo - O maior avião comercial de passageiros de longo alcance dos anos 60. Teve seu 1º vôo em 1969 e passou a operar a partir de 1970. Está em operação até hoje em suas diversas configurações.
Uniformes das Comissárias de Bordo nos anos 60
Braniff (USA), 1967 – Emílio Pucci (1914-1992), desenhou esses modelos que nos remetem à Swinging London
Singapore Airlines – Em 1968 Pierre Balmain desenhou o sarongue que sobrevive até os dias de hoje com poucas alterações, como atesta a foto acima.
1969 – Comissárias de bordo com modelitos mais standards posam ao lado de um Concorde. Parece não combinar o arrojo da aeronave com os modelos apresentados
fonte: Cultura Aeronáutica
ARQUITETURA
Archigram
Foi um grupo de arquitetos baseado em Londres, formado no começo dos anos 60. Tinha o propósito de criar uma nova realidade através de projetos utópicos e hipotéticos, reflexo da dinâmica de mudanças em curso otimista do pós-guerra, nas artes plásticas, tecnologia, música. Seus principais expoentes foram Peter Cook, Ron Herron, David Greene, Michael Webb, Dennis Crompton e Warren Chalk.
Plug-in City, 1964
Inicialmente concebido por Peter Cook, é como uma espécie de Lego, toda feita de espaços intercambiáveis de acordo com a necessidade, acolhiam serviços e habitações e conectados através de passarelas, estruturas tubulares, trens, guindastes, etc.
The Walking City, 1964
Conceito de Ron Herron
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Geodésica do arquiteto norte-americano Buckminster Fuller na Expo 1967 em Montreal, Canadá. Buck revolucionou, criou o princípio de megas estruturas leves, um dos inspiradores do Archigram e Plug-in City
Drop City, 1965, inspirada nas geodésicas de Buckminster Fuller, iniciada por estudantes de arte e cinema da Universidade do Colorado, tornou-se a 1ª comunidade rural hippie e underground nos EUA. Pessoas de todo o mundo chegavam para ajudar e participar das construções. À partir de 1970, foi sendo desativada.
Marcio Kogan, uma arquitetura minimalista
Oscar Niemeyer, Edifício Copan, um marco urbano paulistano, foi concebido em 1954, por ocasião do 4º centenário da Cidade de São Paulo, foi iniciado em 1957 e inaugurado em 1966
Adolf Franz Heep é o autor do projeto do Edifício Itália, inaugurado em 1965 e continua sendo muito visitado por causa de seu terraço que proporciona uma visão de 360º da Cidade de São Paulo
Lina Bo Bardi, arquiteta italiana radicada em São Paulo, criou o projeto do MASP em 1958. Foi inaugurado em 8 de novembro de 1968 com a presença da Rainha Elizabeth II e do Príncipe Phillip da Inglaterra. Muito arrojado, com um vão livre de 74 metros, a obra tornou-se viável através do engenheiro José Carlos de Figueiredo Ferraz.
Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.
Aqui está um resumo:
19,000 people fit into the new Barclays Center to see Jay-Z perform. This blog was viewed about 130.000 times in 2012. If it were a concert at the Barclays Center, it would take about 7 sold-out performances for that many people to see it.
It was fifty years ago today…Faz tempo. Há 50 anos, em 5.10.1962, foi lançado o single “Love me Do/P.S. I Love You”, gravado em setembro do mesmo ano, por uma banda desconhecida, The Beatles. Bom, tinham fãs em Hamburgo, onde faziam alguns shows, e em Manchester e Liverpool, onde uma galera já os acompanhava. Mas no resto da Inglaterra ninguém os conhecia. Por isso foi uma grande surpresa, segundo George Harrison, quando viram o single alcançar o top 17 nas paradas inglesas. Era curioso o fato de que a partir dessa música de construção simples, lia-se nos créditos do disco, o nome de uma dupla de compositores que eram os mesmos que faziam parte da banda, garotos, algo incomum na época. Eles sabiam o que queriam e não deixaram que a gravadora tivesse a decisão final sobre o que deveria ser gravado. O resultado é que tomaram o poder. Isso foi determinante para inspirar todos os que vieram na sequência e milhares de jovens no mundo inteiro que passaram a crer que poderiam compor suas próprias canções. O impacto sobre o rock e comportamento foi algo imensurável em toda a cultura ocidental, mudou a escala dos acontecimentos e alçou Londres a centro criativo e capital cultural mundial.

Descendente de judeus, Eric John Earnest Hobsbawm (Alexandria, Egito, 9.06.1917 – Londres, 1.10.2012), depois de viver em Viena e Berlim, muda-se para Londres em 1933, onde permanece até sua morte aos 95 anos. Intelectual e historiador, escreveu várias obras, entre elas, “A Era das Revoluções”; “A Era do Capital”; “A Era dos Extremos”; “Historia Social do Jazz”, entre outras.
Marxista convicto, dizia que nunca tentou “diminuir as coisas terríveis que ocorreram na Rússia”, mas acreditava que “estava nascendo um novo mundo em meio a lágrimas, sangue e horror”.
As pesquisas que faço para escrever sobre a década de 60, que ele chamou de a “Era de Ouro” do século 20, passam sempre pelas páginas escritas por Eric Hobsbawm, por quem tenho grande admiração e agradecimento.
Agosto de 2012 traz à cena notícia das mortes de 2 lendas da década de 60: Scott Mckenzie e Neil Armstrong. Um cantor e um astronauta.
Scott Mckenzie faleceu em 18 de agosto de 2012. No Monterey Pop Festival – em junho de 1967, em pleno Verão do Amor, o principal evento do Movimento Hippie – imortalizou aquele que foi considerado o hino desse tempo, “San Francisco (Be Sure to Wear Flowers in Your Head)”, de seu amigo John Phillips, dos Mamas & Papas. R.I.P. Scott, 1 única canção e tão linda memória.
Neil Armstrong participou da histórica Missão Apollo 11 e foi o 1º homem a pisar na Lua, em 20 de julho de 1969, um mês antes do Festival de Woodstock. Uma utopia tornou-se realidade. Se compararmos a tecnologia utilizada nessa viagem espacial com as atuais, não dá para imaginar que tenham conseguido tamanha proeza. Neil Armstrong faleceu em 25 de agosto de 2012, aos 82 anos.