Postado em Década de 60 em 02/01/2012 por edi cavalcante
Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.
O blog 60 agradece aos leitores e visitantes dessa página e deseja a todos um excelente Ano Novo. Feliz 2012 !
Aqui está um resumo:
O Museu do Louvre, em Paris, é visitado todos os anos por 8.5 milhões de pessoas. Este blog foi visitado cerca de 93.000 vezes em 2011. Se fosse o Louvre, eram precisos 4 dias para todas essas pessoas o visitarem.
Postado em Década de 60 em 29/11/2011 por edi cavalcante
Hoje fazem 10 anos da morte de George Harrison, em Los Angeles, CA, USA.
Esse blog faz uma homenagem com esta linda canção de sua autoria em versão instrumental.
Postado em Década de 60 em 26/11/2011 por edi cavalcante
Algumas são musas de todos nós. Outras inspiraram aqueles que nos inspiraram nesse tempo e ainda hoje. Não estão todas aqui. A lista seria longuíssima para ser justa. É uma visão estritamente pessoal.
Jacqueline Lee Bouvier (Kennedy, Onassis), a Jackie kennedy ou posteriormente Jackie O. Essa é uma foto de 1970, já depois do turbilhão vivido enquanto primeira dama dos EUA (20.1.1961-22.11.1963), quando seu marido, o presidente John Fitzgerald Kennedy, foi assassinado. Leonina, belíssima, elegante, corajosa e guerreira. Uma majestade.
Helô Pinheiro (Heloísa Eneida Menezes Pais Pinto), apenas porque era a “coisa mais linda mais cheia de graça…” que a história quis que passasse pela frente simplesmente de dois dos maiores gênios musicais brasileiros: Vinícius de Moraes e Tom Jobim. “Garota de Ipanema” lançou ao mundo uma imagem extremamente positiva do nosso país, foi gravada por ícones mundiais como Frank Sinatra e é, ou foi até recentemente, a 2ª música mais tocada de todos os tempos, perdendo apenas para “Yesterday”, dos Beatles.
Suzy Rotolo, é a garota da capa do “The Freewheelin’ Bob Dylan”, de 1961. Simplesmente isso. Foi fundamental nos momentos primordiais da carreira de Dylan, ficaram juntos de 1961 a 1964, o suficiente para se tornar musa de quem viria a ser um dos artistas mais influentes da 2ª metade do século 20. Dylan inspirou-se nela para compor “Don’t Think Twice, it’s All Right”, “Boots of Spanish Leather”, “Tomorrow is a Long Time”, entre outras. Ela despertou em Dylan o interesse para assuntos de ordem política, direitos civis, e isso refletiria nas canções de protesto ou temáticas ; ela trabalhava no CORE (The Congress of Racial Equality). Ao ser entrevistada por David Hajdu para seu livro Positively 4th Street, disse : “Ele sabia sobre Woody Goothrie e Pete Seeger, mas eu trabalhava no CORE e frequentava as marchas dos jovens pelos direitos civis, e tudo o que era novo para ele “.
Brigitte Bardot, a primeira da sequência de musas que foram descobertas e casadas com Roger Vadin. BB iniciou sua carreira nos anos 50, mas virou musa e símbolo sexual nos anos 60. Trabalhou com Vadin, Godard, Louis Malle, etc. Ela tornou conhecidos lugares como St. Tropez, na Côte D’Azur e Búzios, no Rio de Janeiro, quando esteve aqui com seu namorado brasileiro, Bob Zaguri. John Lennon e Paul McCartney eram grandes fãs e cogitaram em lançar um filme dos Beatles com ela. Bob Dylan dedicou sua primeira canção a ela e menciona seu nome em “I Shall Be Free”, do álbum “The Freewheelin’ Bob Dylan”. Há em Búzios, uma estátua em sua homenagem. Abandonou a carreira artística em 1973 aos 39 anos e passou a atuar como ativista pelos direitos animais. Em 1986 ergueu a Fundação Brigitte Bardot.
Catherine Deneuve, atriz icônica e símbolo sexual. Descoberta por Roger Vadin, com quem teve um filho, trabalhou também com Jacques Demy, Buñuel, Polansky e Truffaut. Foi casada com o fotógrafo inglês David Bailey (em quem Michelangelo Antonioni se espelhou para criar o personagem de seu clássico Blow Up), e teve uma filha, Chiara, com Marcelo Mastroianni. Por suas andanças constantes na Swinging London, ganhou um apelido nos anos 60 : Chelsea Girl. Marcas como Chanel Nº 5, L’Oréal, Louis Vuitton, tiveram seu sucesso ampliado ao se associarem à imagem de Catherine Deneuve. E esteve envolvida em programas políticos e sociais como, Children Africa, AnistiaInternacional, Voix des Femmes pour la Démocratie. Ela ilustra a efígie de Marianne, a figura feminina oficial da República da França, estampada em selos e moedas do país, substituindo justamente Brigitte Bardot, a Marianne anterior.
Jane Fonda, filha de Henry Fonda, atriz e posteriormente ativista política. RogerVadin foi quem a ‘viu’ com o potencial de sex symbol. Esse redirecionamento em sua carreira ocorreu com o filme “Barbarella”, de Vadin, em 1968, quando eram casados. Ela trabalhou com outros diretores franceses, Godard e Jean-Pierre Gorin. Em 1972, realizaram um documentário intitulado “Letter to Jane”, em que ambos ficam conversando durante 2 horas diante de uma foto de Jane, já ativista, feita durante viagem ao Vietnã do Norte (ainda não unificado, durante a Guerra do Vietnã). Ela também deu uma guinada de 180º, ao sair de uma imagem de símbolo sexual para ativista política e pacifista.
Norma Jeane Mortensen, ou Marilyn Monroe, ou simplesmente MM. Talvez a mais célebre entre as artistas e sex symbols. Sua carreira desenvolveu-se quase toda nos anos 50, mas a força de sua imagem retumbou fortíssima nos 60, e permanece viva. Trabalhou com os principais diretores e atores de sua época. Em 1999, o American Film Institute a ranqueou como a 6ª maior estrela de todos os tempos. Ela redesenhou a forma de atuar, não com técnica, mas instintivamente, e tornou-se musa imediata de artistas, Andy Warhol por exemplo, e fenômeno pop. Além de atriz, era também cantora e gostava de escrever poesia e pensamentos, que se tornaram famosos. Entre muitas outras frases, escreveu : “Um símbolo sexual torna-se uma coisa. Eu odeio ser uma coisa” ; “Sonhar em ser uma atriz é melhor que se tornar uma ” e ainda, “Hollywood é um lugar onde te pagam 1000 dólares por um beijo e 50 centavos por sua alma “.
Leila Diniz. Poderia chamá-la de ativista involuntária, pelo fato de ser simplesmente como era, que além de bela, foi um divisor de águas em relação ao comportamento vigente, em plena Zona Sul carioca. Uma deusa em Ipanema, símbolo da revolução feminina. Leila tinha coragem de falar em público, na televisão, o que pensava e o que sentia. Um ser anti-AI-5. Entre muitas outras coisas, ela disse : ” Eu posso dar para todo mundo, mas não dou para qualquer um “, e “Todos os cafajestes que conheci em minha vida eram uns anjos de pessoas”. Fez 14 filmes em toda sua curta carreira, já que morreu prematuramente em desastre aéreo sobre a India quando voltava da Austrália em vôo da JAL, em 1972 aos 27 anos. Era casada com o diretor de cinema Ruy Guerra, com quem teve uma filha, a Janaína. Nos destroços do avião foi encontrado seu diário com uma frase inacabada : “está acontecendo alguma coisa muito es…”.
Sharon Tate deve ter sido a beleza mais espetacular da década. Trabalhou em alguns filmes importantes, como, “O Vale das Bonecas”, “A Dança dos Vampiros” e “O Bebê de Rosemary”. Não se considerava uma atriz de grande talento, mas disse em entrevista que procurava se espelhar em Catherine Deneuve, vamos dizer, minimalista, classuda, sem exagero em suas interpretações. Casou com o diretor Roman Polansky e estava grávida de 8 meses quando o serial killer Charles Manson ceifou sua vida em 9 de agosto de 1969, em plena luz de seus 26 anos.
Pattie Boyd foi inspiração para grandes clássicos do rock. “Something”, que Frank Sinatra disse ser a mais bela love song de todos os tempos, “I Need You”, “Think for Yourself”, de George Harrison; e “Layla”, “Wonderful Tonight”, “Why does Love Have to be so Sad”, de Eric Clapton. Por isso, é considerada a maior musa do Rock Generation. Linda.
Jane Asher. ”All my Loving”, “And I Love Her”, “You Won’t See Me”, “I’m Looking Through You”, “Honey Pie”, entre muitas outras, são canções que estão para sempre na memória musical de todos os tempos. Foram escritas para ela por Paul McCartney, durante os anos em que vivenciaram uma relação bastante conturbada, de idas e vindas. Mas ficaram as músicas. Uma coisa admirável é o fato de que, no centro do turbilhão que era conviver com os Beatles, nunca externou nada sobre a vida do casal ou o que acontecia em volta. Atriz talentosa, nunca abriu mão de uma postura independente na relação com Paul. Classe é classe.
Yoko Ono (Lennon) é artista plástica, fez parte do grupo vanguardista Fluxus nos anos 60, performática, compositora, ativista política e autora de um livro conceitual de propostas, o “Grapefruit”. Não poderia deixar de inclui-la, já que foi o grande amor da vida de John Lennon, o que significa que foi inspiração de grandes obras do John, desde que a conheceu, como por exemplo, “She’s So Heavy”, do álbum Abbey Road e ”Woman”, do Double Fantasy, um álbum em si todo dedicado a ela e à vida entre eles. E embora muuuita gente a detesta por conta de julgá-la responsável pela separação dos Beatles, a história do casal e muitas músicas – escritas para ela ou por causa dela – deixadas por John falam por si.
Marianne Faithfull, atriz, cantora, compositora, que deixou o casamento com John Dumbar, galerista londrino, para ficar com Mick Jagger (de 1966 a 1970), já merece estar nessa lista por causa de “Sister Morphine”, canção de sua autoria. O reflexo de sua vida com Mick Jagger aparece em músicas como “Sympathy for the Devil”, do álbum Beggars Banquet, de 1968, música inspirada no livro “The Master and Margarita”, de Mikhail Bulgakov, que ela mostrou para Jagger. Também, “You Can’t Always Get What You Want”, do Let it Bleed, 1969, e “Wild Horses” e “I Got the Blues”, do Sticky Fingers, 1971, têm influência dela. “Sister Morphine”, do Sticky Fingers, é de sua autoria. Mas Jagger & Richards registraram a música como se fosse deles. Isso levou a uma batalha judicial. Acontece que o agente de Marianne não arrecadou os direitos musicais em seu favor, porque ela travava outra batalha, sua luta com heroína. Após a separação de Mick, ela perdeu o controle com a droga, chegou a se tornar ‘sem teto’, mas acabou por ganhar a co-autoria da música. Nash, do Crosby, Still & Nash, disse que a canção “Carrie Anne”, gravada pelos Hollies, é sobre aquele tempo de sua vida. E ainda, “And Your Bird Can Sing”, The Beatles, Revolver, 1966, também é sobre ela. Além disso, o tempo que passou com Jagger, coincide com a melhor fase musical dos Stones, excluindo o Exile on Main Street, de 1972.
Ela não inventou a Bossa Nova, mas foi uma madrinha bem importante. E se a Bossa Nova tem uma musa, é Nara Leão. Mas não apenas. Seus pais moravam em Copacabana, um cenário perfeito e o que tinha mais glamour na época, e por volta dos 15 anos, ela começou a trazer os amigos para ouvir jazz, músicas novas para os ouvidos entediados que começaram a frequentar a sua casa. Amigos, amigos de amigos, entre eles alguns ‘fundadores’ da Bossa Nova, como Roberto Menescal (que namorou com Nara), Carlos Lyra, Ronaldo Bôscoli e João Gilberto. Músicas como “O Barquinho”, “Lobo Bobo”, “Se É Tarde Me Perdoa”, foram escritas para ela. Nara distanciou-se por um tempo da Bossa Nova no crítico período em que o país mergulhou após o golpe militar. Ela era uma dessas pessoas que estava sempre na vanguarda dos acontecimentos e na ponta de lança do que rolava em termos artísticos na música, e também engajada com a questão de identidade política e cultural de nosso país. Assim foi com a Bossa Nova, com a MPB, o show Opinião, Tropicália, os Festivais da MPB (ela foi intérprete de “A Banda”, de Chico Buarque, vencedora do II Festival de MPB, lançando-o no cenário musical). Nara estava em todas as frentes, com sua voz intimista (e seus famosos joelhos). Um dia ela disse : “Sou a mulher mais corajosa que conheço. Na intimidade, podem me chamar de Nara Coração de Leão”.
Postado em Década de 60 em 25/07/2011 por edi cavalcante
Amy Jade Winehouse (14.09.1983 – 23.07.2011), cantora e compositora, menina genial que se inspirou na soul music dos anos 50 e 60, foi encontrada sem vida em sua cama, em sua casa, Camden, Londres, no dia 23 de julho de 2011. Morta aos 27 anos, entra no mítico grupo de outros ícones do rock, blues, pop, que entre os mais famosos estão Robert Johnson, Brian Jones, Jimi Hendrix, Janis Joplin (todos com o famoso J), Kurt Cobain, mortos aos 27 e em condições muito parecidas.
Entre suas influências estão Dusty Springfields, Rosemary Clooney, Peggy Lee e Lisa ‘Left Eyes’ Lopes, cantora de pop, rap e hip hop, com histórico bastante conturbado e morta em acidente de carro em Honduras, em 2002 aos 30 anos.
Branca, judia, com voz e alma negras em seu modo de cantar, com improvisos bebop, abriu caminho para o neo-soul, sempre muitíssimo bem acompanhada, como pela fantástica banda (com sonoridade bem anos 60) The Dap-Kings no álbum “Back to Black”, e em várias canções, pelo guitarrista Paul Weller, ex-The Jam, entre outros.
Em entrevista à Folha de São Paulo em 2007, Amy disse que seu visual era inspirado no look das donas de casa dos anos 60 – que é quando começava a se esfacelar a imagem de sonho dourado do american way of life dos anos 50 nos EUA.
O carro da Amy, um Nissan Figaro, não é a cara dela ?
Amy, ao se desconstruir, mostrava o lado Blue Velvet (David Lynch, 1986) da realidade supostamente arrumadinha.
Nelson Motta, produtor musical, afirmou que “Amy Winehouse está à altura de cantoras como Billie Holiday, Aretha Franklin e Janis Joplin”. Concordando ou não com isso, numa coisa ele está certo: “…Amy vai fazer história com apenas 20 e poucas músicas”.
A autópsia, realizada em 25.07.11, foi inconclusiva. Seu corpo foi cremado na manhã de 26.07.11, em Londres.
Para ler sobre Amy :
Amy, Amy, Amy – biografia não autorizada – Nick Johnstone – Ed. Madras
Postado em Década de 60 em 14/06/2011 por edi cavalcante
Hélio Oiticica, Tropicália, 1965
A primeira metade dos anos 60, foi palco de grandes e importantes mudanças no contexto cultural, político (e geo-político) e econômico. Nos EUA, a luta pelos Direitos Civis, eventos como o assassinato de John Kennedy (1963), e por consequência, a ampliação da presença dos EUA no Vietnã (teoria conspiratória: alguém tem dúvida quanto ao motivo do assassinato de Kennedy ?); a Guerra Fria; revoluções libertárias por todo o mundo; e, no Brasil, o golpe militar de 1964, com escolha de novo presidente e a suspensão dos direitos políticos de qualquer cidadão e cassação de mandatos parlamentares durante 10 anos. Só poderia resultar em combustível bastante inflamável na passagem para a 2ª metade da década.
As artes sempre foram o trombone anunciador de mudanças. Os Beatles, pós-modernos (sendo que a 3ª fase do Modernismo vai de 1945 a 1960), vanguardistas, antenas de um novo tempo, foram a resposta do inconsciente coletivo para a construção de uma nova sociedade contestadora.
O rock era a música e as bandas se tornaram os shamãs desse tempo, imprimindo o rítmo, as batidas, a entrada e a saída dos transes. Essa turma inicial, quem criou a sonoridade dos 60 (Bob Dylan, Beatles, Stones, Who, Animals, Kinks, etc) nasceu nos anos 40, entre 1940 e 1945. Quem desfrutou foram os baby-boomers, nascidos pós 2ª Guerra Mundial, adolescentes nos anos 60.
E ouça só o sonzaço dos Beach Boys (início em1961) – I Get Around, do álbum All Summer Long, 1964, o último de surf rock - uma resposta aos Beatles e à invasão britânica. The Beach Boys deixaram um grande legado na contribuição da evolução do rock, a partir principalmente de 1965 com os álbuns Today e Summer Days (and Summer Nights), uma espécie de pré PetSounds (1966). A propósito, o álbum “Smile”, de 1967, é finalizado com os remanescentes Brian Wilson, Jardine, Mike Love. “The Smile Sessions” será lançado em 31 de outubro de 2011, 44 anos depois.
No início dos 60 (v. post http://anos60.wordpress.com/2007/12/02/surgimento-dos-beatles-mudancas/. 2.12.07), a Inglaterra era o país com a menor taxa de crescimento, em comparação com os países ocidentais, mais EUA, Japão e URSS (v. Eric Hobsbawn, A Era dosExtremos, pg 255). Segundo Hobsbawn, a Era de Ouro do século XX ocorre entre 1947 e 1973, sendo a década de 60 a mais próspera.
Em contrapartida, foi criada a expressão Anos de Chumbo, para designar a repressão sobre grupos revolucionários, como Baader- Meinhof, na Alemanha, nos anos 70. Mas no Brasil, esse termo faz sentido principalmente a partir do AI-5, de 13.12.1968, no governo Costa e Silva, mas utilizado com toda potencialidade anti-democrática sob o governo Garrastazu Médici (1969-1974). Sob a euforia econômica, massivas campanhas publicitárias, a vitória da seleção na copa mundial do México, e o slogan da época : ” Brasil: ame-o ou deixe-o”, ao qual todos respondiam, ” o último a sair apaga a luz do aeroporto”.
A explosão dos Beatles contribuiu para tornar a economia inglesa mais fortalecida, com o “boom” do mercado fonográfico, que atravessou o Atlântico e encontrou o pote de ouro no fim do arco-íris: o mercado norte-americano. A Invasão Britânica, trouxe imenso reforço ao rock e gerou um enorme negócio nos EUA.
Esse foi o estrondo que dividiu o tempo já na 2ª metade do século 20.
Explodiu o mercado fonográfico, gerando empregos e multiplicando o mercado de consumo, ávido pelos produtos novinhos em folha, isto é, uma nova geração de bandas de rock com grande potencial criativo e as fusões entre as inúmeras correntes. Esse rejuvenescimento do velho império, as divisas que entraram na economia inglesa através de um novo e surpreendente mercado, os adolescentes, os jovens, mais as altas taxas em impostos para quem gerava riqueza, colocou Londres como centro cultural mundial em todas as frentes. Explosão de boutiques. Carnaby Street ferve. Youthquake. Op Art, mini-saias, botas de plástico, vitrines super coloridas.
Foi esse o motivo da condecoração oferecida aos Beatles (serviços prestados) pela rainha, o título MBE, recusado a princípio, mas, convencidos por seu empresário, aceitaram, e foram condecorados em 26 de outubro de 1965. John Lennon devolveu a sua em 25 de novembro de 1969, contrário ao envolvimento da Inglaterra “no lance Nigéria-Biafra”, e contra o apoio à guerra do Vietnã.
Penso que o nascimento dos Beatles em 1962-1963, e as consequencias culturais desse evento, corresponde a exatos 100 anos de aniversário do que passou a ser chamado de Modernismo, a partir da obra que causou escândalo em Paris em 1863 : “Le Déjeuner sur l’Herbe” (1862-1863) ou “O almoço sobre a relva”, de Édouard Manet,
embora para muitos a era Moderna se inicie em 1848, com o Movimento Revolucionário do Proletariado Industrial, as rebeliões dos oprimidos contra o Status Quo; o Manifesto Comunista, de Marx e Engels; e a Primavera dos Povos, nos EUA, por volta de 1865, mas resultado de um processo iniciado com os movimentos europeus de 1848, e, como se sabe, resultou na Guerra da Secessão, uma guerra civil entre o sul e o norte, que durou de 1861 a 1865. No Brasil, também em 1848, ocorreu a Revolução Praieira, em Pernambuco, muito semelhante ao que ocorreu nos EUA, com os escravos se manifestando junto aos excluídos sociais, com grande violência contra aqueles que detinham o poder sócio-econômico. Logo depois, em 1850, foi criada a Lei Eusébio de Queirós, que aboliu o tráfico negreiro, e ainda, a Lei de Terras, que na prática acabou gerando latifúndios. E há ainda os que pensam ser no começo do século xx, porque foi uma época de grandes rupturas e mudanças, com movimentos artísticos muito provocativos e estranhos para a época, como o Dadaísmo, para citar apenas um. E todos têm suas razões. Tudo isso vai reverberar na Semana da Arte Moderna, em São Paulo, 1922. Mas isso era eco dos desenvolvimentos anteriores, como a obra citada de Manet, com um pé na Renascença e outro no futuro, para o moderno, como uma ponte. Em 1960, praticamente 100 anos depois, Picasso pinta o seu “Déjeuner…”
No final dos anos 50, em 1958, o surgimento da Pop Art na Inglaterra (nos EUA a partir de 1962), tendência da década como fenômeno urbano da civilização, já determina o início do pós-modernismo.
Richard Hamilton, Colagem, 1956 – Uma das primeiras obras da pop Art, Londres
E a Nova Figuração, “movimento artístico contemporâneo que fez a transição entre a abstração hegemônica dos anos 50 e uma figuração narrativa”. Realidade do momento, relação com o real. De 1964 a 1968 foi o período nas artes plásticas brasileira, de confluência dos movimentos neo-figurativos, ou seja, de assumir uma posição crítica da realidade brasileira, como por exemplo, Lígia Clark e Hélio Oiticica.
Lygia Clark, Bichos, 1960
Hélio Oiticica, Bólide, Caixa 18, Homenagem a Cara de Cavalo, 1966
Também presente no Opinião 65, Wesley Duke Lee, A Zona: A Vida e a Morte, 1965
Por conta disso, surgiu a exposição “Opinião 65″ (nome emprestado do show “Opinião” de Nara Leão, João do Vale e Zé Ketti), no MAM, RJ, de 12 de agosto a 12 de setembro de 1965, e foi o início dos debates culturais que serviram de discussão sobre essa nova arte emergente, segundo Daysy Peccinini, em Figurações. v. em www.mac.usp.br e em Ana Cláudia Salvato Pelegrini (bolsista) e profa. Daysy Peccinini (coordenadora) http://www.mac.usp.br/mac/templates/projetos/seculoxx/modulo4/opiniao/opiniao.html
A metade dos anos 60 – é o tempo que abrange 1964, 1965 e 1966 – representou uma virada, uma nítida linha divisória sobre a primeira fase da década e consolida os 60 como o auge do experimentalismo, mas também de incertezas, no século XX. O mid 60, 1965, 1 ano depois da British Invasion e 2 anos antes do Verão do Amor, é um divisor de águas, o tempo em que houve, vamos chamar de amadurecimento de tendências.
O Verão do Amor, 1967
Se a década de 60 foi a década de transição, a metade dos 60 foi de transição da década. Conscientização de uma jovem geração em relação às violências (guerras, revoltas libertárias, golpe militar) tanto aqui quanto no exterior. Aqui, todos os setores, estudantes, artistas, participaram de militância política e cultural, junto à classe média urbana. Confrontos ideológicos presentes por exemplo, nos festivais de música, radicalismos necessários, porém, super nacionalistas e conservadores. Parte dos universitários eram absolutamente contra as guitarras elétricas, que consideravam instrumentos colonizadores do “imperialismo norte-americano”. Vale destacar Caetano Veloso, acompanhado pelos Mutantes, na fase declassificação do III FIC na PUC, São Paulo, (já em 12 de setembro de 1968) onde foi vaiado sem dó por um público enfurecido enquanto cantava “É Proibido Proibir”. Caetano manteve sua verticalidade e fez o famoso discurso:
“Mas é isso que é a juventude que diz que quer tomar o poder ? …Vocês são iguais aos que foram na “Roda Viva” e espancou os atores…Estão querendo policiar a música brasileira… Se vocês em política forem como são em estética, estamos feitos !… Deus está solto”.
A necessidade de explorar novas experimentações e o LSD foi uma ferramenta de dilatação da percepção. A década de 60 é a era pós-religião na configuração da época, mas de abertura para a filosofia oriental. Novos limites foram alargados porque tudo passou a ser contestação através da comunicação de massa. No Brasil, acabou a Jovem Guarda (inicialmente com a não participação de Roberto Carlos nos programas), por força das novas tendências, renovações que estavam ocorrendo praticamente em todos os cantos. A cena musical, a Nova Esquerda, os Direitos Civis e os Hippies (v. nesse blog, o posthttp://anos60.wordpress.com/2008/08/07/hippies/), tornaram-se o tripé daquilo que passou a se chamar de Contracultura, ou seja, Underground, Cultura Marginal, Cultura Alternativa. Isso tudo junto formou a grande corrente de transformações de consciência e expressão, individuais e coletivas. “Uma câmera na mão e uma idéia na cabeça”, era o slogan do Cinema Novo brasileiro, inspirado na Nouvelle Vague – Godard fez “O Acossado” (1959), sem roteiro nenhum (e sem dinheiro também) e dessa forma abriu caminho para a linguagem independente – e também em função da necessidade de baratear a produção e contestar os valores-guias (exemplo: Hollywood) do cinema nacional. “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, do baiano Gláuber Rocha, é de 1964.
Até então, as bandas brasileiras de rock tocavam versões de hits americanos primeiro e ingleses depois. Não podemos esquecer os pioneiros desse tempo, como Celly Campello e seu irmão Tony Campello (a partir de 1958), The Spuniks (banda fundada por ninguém menos que Tim Maia, em 1957), Nick Savoia, Ronnie Cord, Sérgio Murilo, The Jordans, The Clevers, The Jet Black’s, Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Wanderléa, Renato e seus Blue Caps, Eduardo Araújo, Ronnie Von, Trio Esperança, devo estar esquecendo um monte. Os Mutantes inventaram o novo rock brasileiro. Hibridismo. Mesmo super influenciados inicialmente pelos Beatles, e em seguida pelos baianos Caetano e Gil e ainda pelo Tropicalismo (1968, pós Sgt Peppers), eram muito criativos tanto nas letras e música, quanto nos arranjos (Rogério Duprat) e na irreverência. Depois deles e Raul Seixas, o rock brasileiro floresceu na década de 80, com maior identidade, o Brock, mas com as honrosas excessões que rolaram desde o início década de 70, que foi um grande desbunde, e seguiram tendências do rock progressivo, heavy rock, misturas rítmicas, que, em sua maioria, deixaram poucos ou nenhum registro, enquanto outros fizeram história. Secos & Molhados; A Cor do Som; Barca do Sol; Made in Brazil; Bicho da Seda; A Bolha; Joelho de Porco; O Terço; Patrulha do Espaço; Som Imaginário; Vímana; Humauaca; Casa das Máquinas. Veja mais em :
Acho interessante esse momento na cultura brasileira, porque é a partir daí que os baianos passam a exercer grande influência no sul maravilha, como era chamado o eixo Rio-São Paulo. A presença dos baianos Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Betânia, Raul Seixas (este um pouco depois) – também nascidos entre 1940 e 1945, com excessão de Gláuber (1939) e Bethânia (1946), – entre outros, na vanguarda da produção musical e na cultura nacional, contribuiu muito para a superação dos preconceitos existentes que paulistas e cariocas tinham dos baianos, designação dada a qualquer nordestino. Inclusive ampliou as fronteiras do turismo para os jovens de São Paulo e Rio, que saiam em busca de aventuras em novas plagas paradisíacas e lugares que, no auge da era hippie, representavam o novo comportamento, como Arembepe, na Bahia, a princípio, e Canoa Quebrada, no Ceará, mais para frente. Mesclou, aproximou os grupos, influenciou os jovens através da renovação estética em sua produção artística.
Na Inglaterra, os Mods (abreviação de modernos. V. post http://anos60.wordpress.com/2008/01/03/mods-e-rockers/) substituiam os Beatniks em termos comportamentais. Os Beatniks não eram um movimento a princípio, mas veio a ser, a partir da febre das novas publicações, da expansão dos saraus literários nas livrarias de São Francisco, e da qualidade dos poetas da Beat Generation (V. http://anos60.wordpress.com/2007/11/04/beatniks/). Além disso, eles eram a contracultura, que ganhou dimensão com os movimentos dos anos 60. Os Mods eram estudantes de arte e a música era a nova sonoridade do rock proporcionada por Beatles – que se inspiraram na música dos artistas negros norte-americanos, como sempre fizeram questão de afirmar, e até muitas canções do início eram releituras dessas músicas. Mas, ao invés de seguir a linha do R&B, seguiram sua própria trilha, ousando e compondo suas próprias canções e inovando. Isso é que foi determinante - The Rolling Stones, Dave Clark Five, Animals, Who, e ainda, o Merseybeat. Também, a inspiração vinda dos blues, gerou artistas e bandas que também fariam parte da 1ª geração do rock inglês: Rolling Stones, Yardbirds, Eric Clapton, Kinks, John Mayall.
É a partir de 1965 que tem início a evolução experimental do rock. Experimentalismo, psicodelia, sons instigantes, foram o tempero que colocou Londres como centro fervilhante e criativo, e se consolidasse como irradiador de cultura no mundo.
O surgimento do Movimento Hippie nos EUA (que sucedeu os Beats) é fator decisivo do Psicodelismo, junto à obra de Timothy Leary, o papa do LSD, ”A Experiência Psicodélica”. (V. post http://anos60.wordpress.com/2008/01/03/nozens-e-provos/)
Em 1965 nasce em Memphis, o funk, fusão de soul music, soul, jazz, rock psicodélico e R&B, na voz de James Brown, com a canção “Papa’s Got a Brand New Bag”. Consta que os músicos que acompanharam James Brown eram oriundos da banda de Little Richard, que havia se retirado do rock’n'roll para se tornar pastor.
Os Rolling Stones lançam “Satisfaction” e o álbum “Out of Our Heads”.
Os Beatles lançam “Yesterday”, no álbum “Help” (composta em 1964 e lançada em agosto de 1965), uma canção pop barroca acompanhada por guitarra acústica e quarteto de cordas. Sofisticação que foi explorada logo em seguida no Rubber Soul. É a música mais tocada de todos os tempos.
John Coltrane lança “Love Supreme”, uma masterpiece, espécie de caleidoscópio/oração/jazz/étnico.
O skate é criado na Califórnia, EUA.
Nesse contexto as cenas musicais – Bossa Nova, Folk, Country, Funk, Black Music, Merseybeat, Rock – não eram movimentos artísticos, mas evolução que influenciaram movimentos - Hippies, Tropicália, e lá nos 80, Mangue Beat. Exemplo disso são os álbuns Revolver e Sgt Pepper’s, dos Beatles: artesanato musical com alta tecnologia, invenção, música do passado e do futuro, ao mesmo tempo regional e urbana, popular e de experimentação. High Brow e Low Brow : fusão de alto repertório intelectual e artístico com as culturas populares de massa.
Essa conceituação é importante na concepção do Tropicalismo, como disse Caetano Veloso: …”Uma necessidade de inclusão nacional de estilos e gostos, vindos de grupos, etnias e classes sociais diferentes”.
Caetano Veloso com Parangolé
“Tropicália” (1968), em pleno regime militar (só sabe a dureza que foi quem viveu na época), “Acabou Chorare” (Novos Baianos, 1972),
Mangue Beat (Chico Science & Nação Zumbi, “Da Lama ao Caos”, anos 80), passando pelo Clube da Esquina (Milton Nascimento, Lô Borges, Wagner Tiso, 1972),
são ressonâncias do que ocorreu a partir de 1965. É a partir daí o momento da virada, que o caldeirão cultural vai ferver, um salto vertiginoso em pouquíssimos anos. Tudo foi vivido nesse período. Bossa Nova, samba, xote, xaxado, baião, poesia concreta, tango brasileiro, Manifesto Antropofágico, Beatles, Macunaíma, Villa-Lobos, rock. Maracatu, hip-hop, tambor, guitarras. Em clima político não favorável, mas em uma época de transgressões.
Dentro dessas correntes de renovação, Chico Buarque, ainda que fiel ao samba tradicional, inovou com letras e canções belíssimas, trouxe rejuvenescimento à MPB, determinante nas composições críticas que provocavam a ditadura e burlavam a censura.
Um clássico. Começou a destacar-se a partir dos festivais nos meados dos anos 60 (A Banda).
Marcos e Paulo Valle, também injetaram energia renovadora nesse tempo efervescente.
E ainda, Luís Melodia, que ainda moleque, no início dos 70, compôs simplesmente, Pérola Negra.
Mas, não dá para negar que, no Brasil, o que aconteceu de bom musicalmente, tem uma inspiradora imagem de fundo : João Gilberto. Erudito e popular – High brow, low brow.
Em apenas 3 anos, de 1965 a 1967, 6 obras tiveram papel definitivo naquilo que representou mudança de paradigma, nítida quebra de curso, de virada revolucionária, que redefiniriam as linhas e os valores do rock. V. http://anos60.wordpress.com/2008/05/06/fusao-frutos-e-sementes/ A eletrificação do folk (com The Band acompanhando Dylan, influencia Beatles), a experimentação e o aprofundamento nas letras dos Beatles (influencia Dylan), a renovação do rock norte-americano na Califórnia, a partir principalmente de 1965 (influência Beatles e Dylan, The Byrds, com o seu álbum “Mr. Tambourine Man” de dez 64; o nascimento dos Doors – ouça “Love me Two Times”, 1968)
e bandas como The Grateful Dead, Jeferson Airplane, The Lovin’ Spoonful, Country Joe and The Fish, Steppenwolf, The Moody Blues, The Grass Roots, The Yardbirds, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Cream, Velvet Underground, The Troggs, The Mamas and the Papas e muitas outras).
Quando ouvi essa gravação do Spencer Davis Goup, com Stevie Winnwood, de 1966, jurava que era uma daquelas bandas só de negão da Motown.
O surgimento dos Hippies e o psicodelismo, são os fatores que imprimiram um tom de renovação e expansão de conteúdo nas obras que se seguiram e de comportamento e produção artística de forma geral. Até 1968 tudo já teria acontecido (festivais, desbundes, recrudescimento na guerra do Vietnã, assassinatos políticos, movimentos libertários, movimentos estudantis, Maio de 68, Primavera de Praga, esperanças perdidas) com excessão do Festival de Woodstock em 1969 e da chegada do homem à Lua, embora o precursor de todos os festivais tenha acontecido em 1967 em São Francisco, Califórnia, em pleno Verão do Amor, o Monterey Pop Festival. Mas, voltando a citar o historiador Eric Hobsbawm, em seu livro “Tempos Interessantes – Uma vida no século XX” (Companhia das Letras), ele escreve na página 290, “O que realmente transformou o mundo foi a revolução cultural da década de 1960. O ano de 1968pode ter sido menos um ponto decisivo na história do século XX do que o ano de 1965, que não teve qualquer significação política, mas foi o ano em que pela primeira vez a industria francesa de roupas produziu mais calças femininas do que saias, e no qual o número de seminaristas católicos romanos começou a declinar visivelmente”…”Pode-se argumentar que a marca indicativa realmente importante da história da segunda metade do século XX não é a ideologia nem as ocupações estudantis, e sim o avanço dos ‘jeans’.
Março de 1965 – Bringing it All Back Home – Bob Dylan – É o disco que explora a eletricidade em algumas composições, um afastamento de Dylan do folk tradicional, mas sempre no campo das canções temáticas, críticas, poéticas, sarcásticas.
30 de agosto de 1965 – Highway 61 Revisited – Bob Dylan – Mais rocker do que nunca, um dos maiores álbuns de todos os tempos, com Michael Bloonfield na guitarra.
Dezembro de 1965 – Rubber Soul – The Beatles – Lembro muito bem da primeira vez que vi e ouvi, era diferente de tudo. Causou estranheza e magnetismo, com aquela capa que tinha uma distorção tão sutil, ao mesmo tempo enigmática e incopiável. É o início de uma mudança de parâmetro em relação aos instrumentos convencionais de uma banda de rock, embora isso já tenha ocorrido com a canção Yesterday, do álbum Help, de agosto de 1965. É um ábum meio country, folk e rock, já psicodélico, mas nós, eu, pelo menos, não sabia onde encaixar aquela informação. Esse é o álbum que inspirou Brian Wilson a fazer o Pet Sounds, que inspirou os Beatles (principalmente Paul McCartney) a fazer o Sgt Pepper’s, que surtou o Brian Wilson.
16 de maio de 1966 – Blonde on Blonde – Bob Dylan – O que começou com Bringing…teve seu auge aqui. É um álbum duplo de Dylan e o mais denso desde Highway 61, dos 3 álbuns citados. Esses álbuns parecem ter esgotado o período mais rock e criativo de Dylan (teve um sério acidente de motocicleta).
4 de agosto de 1966 – Revolver – Uma obra-prima com grande unidade de construção, mesmo com tantas variações de temas, instrumentos e estilos. Alucinógeno, principalmente nas composições de Lennon.
1 de junho de 1967 – Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band – The Beatles – Psicodelia, arte, música clássica, rock’n'roll, em sequências harmônicas. A partir daí não haveria mais regras e tudo poderia ser tentado.
Postado em Década de 60 em 16/03/2011 por edi cavalcante
Prepare-se. A 3ª edição do In-Edit Brasil está chegando. Neste ano, serão 2 convidados estrangeiros : Carlos Saura (Cría Cuervos) com “Flamenco, Flamenco“, sobre as origens musicais espanholas (ele também apresentará seu filme pessoalmente no Instituto Cervantes São Paulo), e, Albert Maysles, dos lendários “What’s Happening, The Beatles in USA“, sobre a 1ª visita dos fab aos Estados Unidos (início da década de 60); e “Gimme Shelter“, sobre os acontecimentos fatídicos do Festival de Altamont, realizado pelos Rolling Stones (sobre esse assunto, leia nesse blog, o post de 16 de dezembro de 2009, Altamont, que aconteceu no final da década de 60).
O In-Edit Brasil 2011 trará também outras ótimas atrações, como o brasileiro Andrucha Waddington, que apresentará os documentários, “Tempo Rei, Paralamas do Sucesso“; “Outros (Doces) Bárbaros” ; “Paralamas em Close-up“.
Mais :
LENNONYC – Esse documentário reúne passagens de Lennon pós separação dos Beatles, quando se radicou em Nova York, no início da década de 70. Nesse tempo, Lennon deu atenção à família e à vida pessoal, mas o filme aborda também seu lado ativista, os movimentos anti-guerra e outras causas políticas progressistas.
“Who Killed Nancy” ? Documentário investigativo do britânico Allan P. Parker, sobre Nancy Spungen, namorada de Sid Vicious, cuja morte carrega muitas interrogações, no parecer do autor. Veja o trailer :
O In-Edit Brasil 2011 acontecerá nos dias 28 de abril a 8 de maio em Sampa, e, de 6 a 15 de maio no Rio.
Postado em Década de 60 em 09/10/2010 por edi cavalcante
Out of blue life’s energy, John Lennon faria 70 anos hoje se estivesse materialmente entre nós. E certamente o mundo seria melhor com sua presença crítica, sensível, cínica, sarcástica, criativa e genial como pessoa, artista e ativista.
Postado em Década de 60 em 22/09/2010 por edi cavalcante
Queridos amigos que se aventuram por essas páginas, vale a pena uma excursãozinha ao http://www.colunabluesrock.blogspot.com e ouvir gravações raríssimas, de verdadeiras jóias do Blues, como Memphis Slim, Mississipi Sheiks e Hownlin’ Wolf. Não se arrependerão.
Postado em Década de 60 em 19/03/2010 por edi cavalcante
In-Edit é o Festival Internacional do Documentário Musical que está rolando em Sampa de 18/3 a 28/3 em diversas salas. Além de ser imperdível, com documentários históricos, você que está lendo este post, não pode perder de maneira alguma, “Tonite Let’s All Make Love in London” (1967), de Peter Whitehead, dia 22/3 às 21 hs, no cine Belas Artes. E hoje, 19/3, às 23 hs no CineSesc, do mesmo diretor, “Led Zeppelin Live at the Royal Albert Hall”.
Destaques na programação de hoje do MIS têm às 18 hs, “Tom Zé – Astronauta Libertado” (Igor Iglesias Gonzalez, Espanha/Brasil, 2009, 90′) e também às 19:30 hs, “Simonal: Ninguém Sabe o Duro que Dei” (Cláudio Manoel, Micael Longer e Calvito Leal, Brasil, 2008, 86′).